No período em que a Polícia Federal prendeu 783 funcionários públicos federais, estaduais e municipais, de 2013 a maio de 2017, foram expulsos do governo federal 2.154 servidores, com base em 66 diferentes fundamentos legais.
A justificativa mais comum para as expulsões foi a de que o funcionário valeu-se do cargo "para lograr proveito pessoal ou de outrem, em detrimento da dignidade da função pública". Esse fundamento legal embasou quase metade dos processos.
A seguir, aparecem no ranking os itens "abandono de cargo" (11%), "falta de zelo e dedicação" (10%) e "improbidade administrativa" (8%). Apenas oito servidores foram expulsos por "corrupção" (0,2%).
Metade das expulsões foram feitas em apenas cinco órgãos. No primeiro lugar, disparado, aparece o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), com um quarto dos casos. A seguir estão a Polícia Rodoviária Federal (8%), a Secretaria da Receita Federal (7%), o Ministério da Fazenda (6%) e a Polícia Federal (5%).
A lista de expulsões contém 203 órgãos, entre ministérios, autarquias, universidades e agências reguladoras. A identidade dos servidores expulsos começou a ser publicada em 2003. Desde então, 4.687 nomes foram colocados na lista.
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