Depois de o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin determinar o cumprimento da pena de Paulo Maluf (PP-SP), em regime fechado, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, encomendou parecer aos técnicos da Casa.
Segundo fontes ouvidas em Brasília, a palavra final sobre a perda do mandato de Maluf deve ficar nas mãos dos parlamentares, durante votação em plenário.
No entanto, aliados do deputado dão como quase certa a cassação. Acreditam que, após a condenação no Supremo, fica difícil mantê-lo no cargo. As informações são do blog do Gerson Camarotti, do portal G1.
“Apesar da idade avançada de Maluf, que pesa entre os deputados, fica difícil manter o mandato depois da prisão. A palavra final será da Câmara, mas o ambiente é de cassar o mandato. Ainda mais em ano eleitoral e com a votação aberta”, observou um deputado do PP.
Em caso de a Câmara questionar a cassação e o STF aceitar que o plenário decida o futuro do deputado, a votação só ocorrerá no fim de fevereiro, depois do recesso parlamentar. Desde que o trâmite passou a ser aberto, nenhum deputado escapou, por causa da pressão da opinião pública.
Maluf está preso na Papuda (DF), após Fachin ter determinado, no último dia 19, que ele começasse a cumprir a pena de 7 anos, 9 meses e 10 dias de prisão, pelo crime de lavagem de dinheiro. A defesa alega problemas de saúde do deputado e tem tentado converter o regime fechado em prisão domiciliar.
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