Vitória e Bahia ingressaram nesta sexta-feira (2) com recursos ao julgamento da última terça-feira (27), realizado no Tribunal de Justiça Desportiva do Futebol da Bahia (TJD-BA), e que acabou suspendendo jogadores da dupla baiana.
O recurso mais impactante é do Bahia, que solicita que o Pleno do TJD-BA reconsidere a decisão da primeira instância de não ter aceito o tricolor como terceiro interessado na denúncia contra o Vitória por ter forçado o final antecipado da partida.
O Bahia havia contratado uma perícia de leitura labial do que disse o técnico Vagner Mancini ao zagueiro Ramon pouco antes do fim da partida. Segundo o laudo, o treinador teria dito “... pede pro Bruno / ... pode / tomar o segundo amarelo...”.
Ao tentar entrar como terceiro interessado, o Esquadrão queria poder apresentar o laudo como prova contra o Vitória e interrogar a perita responsável por ele como testemunha de acusação. Como teve o pedido negado, o laudo não foi considerado, assim como a testemunha.
O Vitória, por sua vez, contesta a condenação de ter forçado o encerramento do jogo e a multa de R$ 100 mil que lhe foi aplicada. "Se todos os atletas acusados de terem conspirado pelo fim da partida foram absolvidos, por que o clube continuou punido? Não faz sentido", disse o advogado do Leão, Manoel Machado.
Procuradoria
O procurador-geral Ruy João também ingressou com recurso à noite. Ele pediu julgamento na segunda instância para todas as sentenças, inclusive a que condenou o Vitória com uma multa de R$ 100 mil. "Não faz sentido terem condenado o clube e não considerarem que a ação dele influenciou diretamente na tabela do campeonato. É um fato objetivo", disse.
O relator do processo no Pleno também foi sorteado, e será o auditor Eduardo Motta. O julgamento na segunda instância deve acontecer no dia 13 ou 14 de março.
Jogadores
O Vitória entrou com recurso e pedido de efeito suspensivo a favor dos seus jogadores Kanu (condenado com 10 jogos de suspensão), Yago, Rhayner e Denílson (punidos com oito jogos).
O Bahia fez o mesmo em relação a Edson e Rodrigo Becão, que também pegaram oito partidas. Em relação a Vinícius, o clube preferiu não pedir o efeito suspensivo, por acreditar que, em caso de manutenção da pena, ela poderia ter de ser cumprida em fases mais avançadas do Baiano.
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