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Correios dizem que greve acabou na maior parte do país

Segundo os Correios, até as 18h, 24 dos 32 sindicatos de trabalhadores que haviam aderido à paralisação iniciada na noite de domingo (11)

14/03/2018 10h38 Atualizada há 9 anos atrás
Por: Redação Fonte: Correio 24h
Correios dizem que greve acabou na maior parte do país

A greve dos funcionários dos Correios foi encerrada na maior parte do país, segundo comunicado divulgado na noite desta terça-feira (13) pela estatal. Segundo os Correios, até as 18h, 24 dos 32 sindicatos de trabalhadores que haviam aderido à paralisação iniciada na noite de domingo (11) decidiram encerrar o movimento. Outros 4 sindicatos não paralisaram as atividades. "Hoje 96,5 mil empregados (o equivalente a 91% do efetivo total dos Correios) trabalharam normalmente", informou a estatal.

A empresa informou ainda que na tarde desta terça-feira o Tribunal Superior do Trabalho (TST) determinou a manutenção de efetivo mínimo de 80% dos trabalhadores em cada unidade, enquanto durar a greve. Em comunicado, a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect) disse que orientou pela volta ao trabalho nesta quarta-feira (14), mantendo o estado de greve.

Segundo a Fentect, as medidas adotadas pela direção da estatal demonstram a "intenção clara de privatizar" os Correios. "Toda a postura da gestão da estatal demonstra a incompetência administrativa, na tentativa de acabar com o caráter social da empresa, buscando a sustentabilidade com base apenas no lucro. Enquanto isso, estão precarizando os Correios, sem investir em mais empregos, promovendo demissões incentivadas e sobrecarregando quem se encontra na ativa", diz a nota.


TST autoriza Correios a cobrar mensalidade de plano de saúde


Na véspera, o TST decidiu autorizar a cobrança de mensalidade dos funcionários da estatal e de seus dependentes. Pela decisão, o valor da mensalidade dependerá da renda do trabalhador. Segundo a estatal, os custos do plano de saúde dos trabalhadores representam 10% do faturamento dos Correios, ou uma despesa da ordem de R$ 1,8 bilhão ao ano.

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