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Bebê tem morte cerebral após ser agredido pelo pai em Cajazeiras

Vítima deu entrada no Hospital Eládio Lasserre nesta sexta-feira (23)

23/03/2018 11h35 Atualizada há 9 anos atrás
Por: Redação Fonte: Correio 24 Horas
Bebê tem morte cerebral após ser agredido pelo pai em Cajazeiras

O bebê Emanuel da Silva Brito, de 2 meses, teve morte encefálica constatada por médicos do Hospital Eládio Lasserre, no bairro de Cajazeiras II, em Salvador - onde deu entrada após ser agredido pelo próprio pai, identificado como Edvaldo Rodrigues Brito, 24 anos.  A morte encefálica acontece quando há a interrupção completa e irreversível de todas as funções cerebrais, mesmo na presença de atividade cardíaca ou reflexos. 

A vítima chegou à unidade de saúde, por volta de 20h de quinta-feira (22), socorrida pelo próprio agressor, acompanhado da mãe do bebê. A criança apresentava hematomas por todo corpo, segundo médicos. Conforme informações registradas no posto da Polícia Militar do Eládio Lasserre, o pai da criança confessou a agressão. 

"Após confessar, nós acionamos os agentes da Polícia Civil, que o conduziram para a delegacia. Não temos maiores informações, sabemos apenas que o bebê e a mãe dele ainda estão aqui [hospital]", disse um policial. A reportagem não conseguiu contato com a mãe da criança, identificada como Edmare Suane da Silva Costa. 

No hospital, a acompanhante de idosos Lise Naiara Rocha Alves, 50, contou que a hora em que o casal chegou com o filho causou comoção no hospital. "Todo mundo ficou bastante chocado é triste, afinal, um neném ainda. O próprio pai fazer uma coisa dessas. Triste", comentou. 

Em nota, a PM informou que policiais da 3ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM/Cajazeiras) estiveram no hospital e prenderam o genitor, que foi conduzido para a Central de Flagrantes.

O crime vai ser investigado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). 

De acordo com o Ministério da Saúde, a constatação do óbito se dá no momento da conclusão do protocolo médico, o que pode ocorrer no momento da segunda avaliação clínica, ou do exame complementar (prevalece aquele que for realizado por último). No caso de bebês abaixo de um ano esse período é de até 24h. 

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