Morreu aos 76 anos um dos símbolos de luta contra segregação racial no sistema educacional norte-americano. Linda Brown, uma americana negra que, quando criança, motivou o julgamento que levou em 1954 à proibição da segregação racial nas escolas do país, faleceu neste domingo (25).
Brown se tornou professora e ensinava piano, além de trabalhar com sua irmã na Brown Foundation, fundada em 1988 para continuar a luta contra a segregação racial.
“Ela é um exemplo da maneira como estudantes comuns estiveram na linha de frente para transformar este país”, escreveu na segunda-feira em um comunicado anunciando a sua morte Sherrilyn Ifill, da National Association for the Advancement of Colored People (NAACP).
“Linda Brown fez parte dessas jovens pessoas heroicas que, com sua família, lutaram corajosamente para acabar com o último símbolo da supremacia branca – a segregação racial nas escolas públicas”, acrescenta a responsável desta organização fundada em 1909 para defender a causa dos negros.
“Não foi fácil para ela e nem para a sua família, mas seu sacrifício rompeu barreiras”.
Sessenta e quatro anos após a decisão histórica da Suprema Corte dos Estados Unidos em 1954 proibindo a segregação escolar – intitulada “Brown v. Board of Education” (Brown contra a secretaria de educação de Topeka) -, o país segue marcado pela discriminação, o racismo e tensões raciais.
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