O Bahia vai de fato produzir o seu material esportivo, e a mudança será feita ainda em 2018. Em entrevista exclusiva ao CORREIO, o presidente do tricolor, Guilherme Bellintani, confirmou que vai deixar a Umbro e abrir marca própria, com data prevista de lançamento para agosto.
O nome da marca ainda está em discussão pela diretoria tricolor. A produção será feita pela Bomache, empresa cearense que já fornece o material do Paysandu e do Santa Cruz, clubes que optaram por lançar suas marcas próprias.
“Esta é uma decisão tomada. A Umbro foi muito parceira e fizemos esse acordo da rescisão do contrato. Vamos já nos próximos dias efetivar esse novo modelo que é de marca própria de uniformes”, disse Bellintani.
O concurso para que a torcida desenhe o modelo da futura camisa já é um passo para a mudança: “A Umbro lançará em abril o uniforme da Copa do Mundo (em homenagem à Rússia). Só ele e encerra o ciclo. A partir do segundo semestre, em agosto, teremos a marca própria”.
Bellintani disse que optou pela marca própria para arrecadar mais: “Se fosse um projeto razoavelmente vantajoso, não seria suficiente. Teria que ser muito vantajoso economicamente. E nas nossas contas, vamos multiplicar de três a quatro vezes os royalties (parcela da venda)”.
Para os lojistas e torcedores que desconfiam, Bellintani garante que a Bomache vai dar conta da demanda: “Hoje temos problemas de abastecimento com a Umbro. A Bomache terá talvez o Bahia como clube de maior produção. Conversei muito com Constantino (Júnior), presidente do Santa Cruz, e ele é muito satisfeito”, completou.
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