Depois de mais de 48 horas da expedição do decreto de prisão pelo juiz Sérgio Moro, o ex-presidente Lula, condenado e preso pela Operação Lava Jato, se entregou à Polícia Federal pouco antes das 19 horas deste sábado, 7. Ele deixou o prédio do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC a pé e entrou em um dos carros da PF não identificados que o aguardavam em uma garagem próxima. Em seguida, os veículos saíram em comboio.
O ex-presidente tentava deixar o prédio desde as 17 horas, mas era impedido por militantes contrários à rendição. Eles gritavam "cercar, cercar e não prender", enquanto dirigentes do PT pediam que saíssem dos portões do sindicato. Gleisi Hoffmann, presidente do partido, alertou que a situação jurídica de Lula poderia se agravar se ele não cumprisse o acordo feito entre seus advogados e a PF.
O petista anunciou que havia decidido se entregar no início da tarde, em discurso ao final de uma missa em homenagem à sua falecida esposa, Marisa Letícia. Ainda, convocou os aliados a se tornarem "milhões de Lulas pelo País". “Não adianta eles tentarem me parar. Eu não vou parar porque não sou ser humano, sou uma ideia e estou com vocês", disse.
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