Uma adolescente de 14 anos foi atingida por vários tiros, na noite desta segunda-feira (9), no bairro da Liberdade, em Salvador. A jovem foi socorrida por uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) para o Hospital Geral do Estado (HGE), onde permanece internada.
Conforme boletim de ocorrência registrado na unidade de saúde, o crime aconteceu por volta de 18h, na Rua São Lourenço, próximo à Escolinha do Guri. A vítima foi atingida por tiros no tórax, abdômen e braços.
Uma tia da menina se apresentou no HGE e informou aos policiais que a sobrinha saiu da casa da família, na região do Lobato, quando ainda tinha 12 anos. Ainda segundo a mulher, a adolescente morava com pessoas desconhecidas e que uma dessas pessoas acabaram morrendo na mesma situação.
Aos policiais, a tia comentou que acredita que a sobrinha seja usuária de drogas e que o crime tem ligação com o tráfico de drogas. O pai da jovem, que também foi ouvido pelos policiais do HGE, afirmou que desde que a mãe de sua filha foi presa a menina rompeu contato com a família.
Em contato com a reportagem, a tia da adolescente contou que a sobrinha tinha 12 anos quando saiu de casa a primeira vez. "Foram inúmeras as tentativas de fazer com que ela voltasse. As pessoas podem julgar, mas nós corremos atrás, fomos a conselhos tutelares, delegacia, tudo o que podíamos. Mas não deu certo e essa foi a consequência", relatou.
De acordo com a família, a menina não tem moradia exata. "Ela não dá muitas informações sobre a vida dela, mas me respeita e respeita a avó. Ela é assim na rua, mas em casa sempre foi uma menina tranquila. Nós esperamos que agora ela volte, porque o quarto dela está no mesmo lugar, esperando por ela", acrescentou a tia, irmã do pai da vítima.
O pai da adolescente, que não foi encontrado pela reportagem, mora em Barra do Jacuípe e tem uma outra filha mais nova. "Ele só tem elas duas. E ela nunca teve motivo para ser revoltada com nada. A não ser o fato da mãe ter sido presa, acusada de envolvimento com o tráfico. Eles se separaram quando minha sobrinha tinha uns 3 anos. Ela sabe do histórico da mãe, talvez isso tenha mexido com ela, não sei como um adolescente lida com isso", ponderou a tia.
Segundo a família, adolescente passou por três corrigidas e passa bem. Autoria e motivação do crime são investigadas pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime contra a Criança e o Adolescente (Dercca).
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