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Mata de São João Empresário

Empresário Joel Feldman assumirá comando da Cesta do Povo

Empresario de Mata de São João assume o novo desafio

11/04/2018 14h38 Atualizada há 8 anos atrás
Por: Redação Fonte: Redação, com informações da Ascom
Empresário Joel Feldman assumirá comando da Cesta do Povo

As atividades da única rede de supermercado pública do país, Cesta do Povo, serão comandadas pelo presidente da Associação Baiana dos Supermercados (Abase) e secretário municipal de Mata de São João, Joel Feldman. O controle acionário da Empresa Baiana de Alimentos (Ebal) foi arrematado em leilão, nesta quarta-feira (11), pela NGV Participações, liderada investidor espanhol, Ignacio Morales.

Joel Feldman, que se associou ao investidor para viabilizar a operação da estatal, pretende trabalhar para fortalece o varejo, através de novos planos de expandir a rede. “Acreditamos na força da marca, na sua identidade com os baianos. Queremos fortalece-la ainda mais para ser referência no segmento”, explica Feldman, acrescentando que os próximos passos serão no sentido de modernizar e expandir a antiga rede, com a pretensão de torna-la referência entre as principais marcas atacadistas da Bahia.

 A NGV vai manter 30 das atuais 49 lojas da Cesta do Povo e ao adquirir o controle acionário da Ebal, assumiu com o Governo do Estado o compromisso de nesta fase inicial dispor de, no mínimo, 500 postos de trabalho. Uma das primeiras medidas da nova controladora será a reforma das lojas que passarão a integrar a nova rede. “As nossas lojas vão funcionar no padrão de eficiência das melhores redes varejistas. É claro que isso vai ocorrer através de um processo planejado e bem dimensionado. O que pretendemos é aliar modernidade e eficiência, mantendo a identidade da Cesta do Povo com os baianos”, destacou Feldman.

Para o Mais Região, Joel comentou sobre o novo desafio de comandar a rede. "Dei o passo mais importante da minha carreira hoje. Que Deus me ilumine nesta nova caminhada com a Cesta do Povo", frisa.

Joel Feldman é secretário de Planejamento, Meio Ambiente e Trabalho. É formado em administração de empresas com ênfase em gestão de varejo e com vasta experiência comercial. Trabalhou por 22 anos nas grandes empresas do mundo, a exemplo da Unilever, Pepsico e por fim a BRF, aonde conduzi as principais fusões e aquisições realizadas nos últimos anos. 


Antiga Cesta do Povo

A rede adquirida pela NGV, de acordo com estudos realizados, inclusive pela Ernest Young e Price, demonstraram que a antiga Cesta do Povo registrava prejuízos superiores a R$ 1 bilhão, como resultado de déficits acumulados por quase duas décadas. No seu auge, a rede chegou a ter cerca de 250 lojas, mas sempre com o Governo do Estado transferindo recursos para cobrir o passivo. Com o agravamento da sua crise, as lojas mais deficitárias foram sendo fechadas, até que no ano passado chegaram a 49. Mesmo assim, o Tesouro estadual teve que repassar cerca de R$ 90 milhões.

Os números negativos se mostravam um sério obstáculo ao processo de privatização da empresa. No primeiro leilão realizado não apareceu nenhum interessado em assumir o seu controle acionário. Outros dois leilões  foram marcados, mas acabaram sendo adiados. Entretanto, apesar desse quadro adverso, Ignácio Morales considerou “uma oportunidade”, a aquisição da antiga rede. 


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Foto: Arestides Baptista l Ag. A TARDE l 09.01.2012


“Estudamos o caso, vimos a interação da marca com o público e o nosso associado nos apresentou um projeto convincente, respaldado na sua ampla experiência no varejo baiano”, ressaltou. 

Ignácio Morales é um investidor internacional com larga experiência na Europa e na América Latina. Como dirigente empresarial ocupou cargos seniores em empresas na Espanha, Inglaterra, Emirados Árabes, Estados Unidos e Portugal. No Brasil, como investidor, tem concentrado as suas ações no Nordeste. Em Salvador, um dos projetos que teve a sua participação foi o Hospital da Bahia. 

“Trabalho há 15 anos no Brasil. Acredito que as melhores oportunidades estão no Nordeste, particularmente na Bahia, onde temos um bom ambiente de negócios e um estado gerenciado com respeito aos fundamentos econômicos e fiscais. Essas oportunidades existem até mesmo quando estamos diante de cenários negativos”, explicou Morales, ao justificar o seu interesse em investir na aquisição da Ebal. 


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