Os três policiais militares envolvidos na morte do artista plástico Manoel Arnaldo dos Santos Filho, de 61 anos, em Candeias (Grande Salvador), no último sábado, 21, foram afastados das atividades operacionais para serem acompanhados por uma equipe de psicologia da corporação. Contudo, eles, que não tiveram os nomes divulgados, responderão em paralelo a Inquérito Policial Militar (PM-BA).
“Isso era para ter sido feito desde o começo. No mínimo, já era para ter sido decretada prisão preventiva dos policiais”, comentou o estudante Manoel Arnaldo Neto, 30 anos, sobre os responsáveis pela morte do pai. Em nota, a assessoria da PM explicou que o inquérito para colher outros elementos de provas para a elucidação da ocorrência tem prazo de 40 dias, podendo ser prorrogado por mais 20 dias.
O delegado titular da 20ª DT (Candeias), Marcos Laranjeira, revelou que, embora o caso seja investigado pela Corregedoria da PM, a Polícia Civil apura o caso paralelamente. “Já ouvimos parentes das vítimas e testemunhas que estavam no local. É caso para a Justiça comum também”.
Depoimento
Nandindo, como era conhecido o artista, deixou quatro filhos (três moças e um rapaz). Ele, que estava solteiro, usava a casa como ateliê de pintura e estava sozinho no momento dos disparos. O filho dele, Manoel Antônio, lembrou que o pai ensinou a todos a respeitar o trabalho da PM. "Não somos contra a polícia. Meu pai, inclusive, ensinou a gente a respeitar a polícia", disse.
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