A Petrobras anunciou nesta quinta-feira (24) novo reajuste no preço da gasolina nas refinarias, a 3ª redução em 3 dias. O preço do litro da gasolina caírá 0,72% a partir desta sexta-feira (25), passando de R$ 2,0306 para R$ 2,0160.
Já o preço do diesel ficará congelado durante 15 dias em R$ 2,1016, conforme anunciou a estatal na véspera. A Petrobras decidiu na quarta-feira reduzir 10% o preço do diesel nas refinarias em meio aos protestos dos caminhoneiros pelo país. "É uma medida de caráter excepcional. Não representa uma mudança de política de preço da empresa", afirmou o presidente da estatal, Pedro Parente. "São 15 dias para que o governo converse com os caminheiros", acrescentou. A medida vale apenas para o diesel.
Segundo a petroleira, durante esses 15 dias a perda estimada para a Petrobras será de cerca de R$ 350 milhões, com um impacto no caixa de R$ 100 milhões. Esse valor não será recuperado pela empresa, mas, também segundo estimativas da petroleira, se houvesse interrupção total da produção nas refinarias, a Petrobras registraria perda diária de R$ 90 milhões.
Em maio, já foram anunciadas 12 altas e quatro quedas no preço da gasolina.
A Petrobras adotou novo formato na política de ajuste de preços em 3 de julho do ano passado. Segundo a nova metodologia, os reajustes acontecem com maior frequência, inclusive diariamente, refletindo as variações do petróleo e derivados no mercado internacional, e também do dólar.
Na semana passada, o preço médio da gasolina nos postos do país atingiu novas máximas no ano, segundo pesquisa da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
O preço médio do litro de gasolina para os consumidores ficou em R$ 4,284, ante R$ 4,257 na semana anterior. Com o novo aumento, a gasolina acumula alta de 4,51% desde o início do ano. Desde julho do ano passado, a alta é de mais de 22%. O valor do diesel também terminou a semana em alta. Segundo a ANP, o valor médio por litro passou para R$ 3,595, acumulando avanço de 8% no ano e de 21,5% desde julho do ano passado.
A decisão de repassar o aumento do valor do combustível cobrado nas refinarias para o consumidor final é dos postos de combustíveis.
O preço final é composto basicamente por 4 parcelas: realização do produtor ou importador, custo do etanol anidro, tributos (ICMS, PIS/PAsep e Cofins, e CIDE), e margens de distribuição e revenda. Os valores praticados pela Petrobras são aproximadamente um terço do preço pago pelo consumidor nos postos.
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