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Campanha para tratar câncer de menino é farsa, admite mãe e vó

Família de criança de 10 anos criou uma farsa e alegou que menino era soropositivo e tinha câncer para arrecadar doações nas redes sociais

29/05/2018 09h42 Atualizada há 8 anos atrás
Por: Redação Fonte: G1

Uma campanha de solidariedade que arrecadou dinheiro para tratar da saúde de um menino de 10 anos, em Ananindeua, na Grande Belém, virou caso de polícia. Nesta segunda-feira (28), um inquérito de investigação foi aberto diante de indícios de crime de estelionato. A mãe e a avó da criança, que à época da campanha alegaram que o garoto era soropositivo e tinha um câncer nos olhos, são suspeitas de inventar as doenças para comover voluntários a doarem verbas à família.

Segundo a versão divulgada para a campanha, o menino tinha HIV desde o nascimento e sua mãe havia morrido logo após o parto. E há cerca de seis meses, o garoto havia sido diagnosticado com câncer nos olhos. Criado pela avô em uma casa muito humilde no bairro Águas Lindas, ele precisava desde itens de higiene, alimentação, remédios e dinheiro para o tratamento. Com a história, as mulheres mobilizaram pessoas e instituições. 


null                             Avó e mãe de menino admitiram a farsa (Foto: Reprodução/Facebook)

Depois de denúncias, Patrícia Correa Gonzaga, 28 anos, mãe do menino, e Mérice Gonzaga dos Santos, 64 anos, avó materna, foram conduzidas até a Delegacia do Júlia Seffer para prestarem depoimentos sobre o caso. Elas confirmaram o golpe ao delegado Marcelim Soares, responsável pelo inquérito. O menino está sob os cuidados do Conselho Tutelar que ficará responsável em definir a guarda temporária da criança.

"O menino vivia o tempo todo com uma venda nas vistas para convencer as pessoas de que tinha câncer nos olhos, mas tudo era farsa. A criança não tem qualquer problema de saúde", relata Soares.

Estima-se que a campanha tenha arrecado cerca de R$ 3 mil. O delegado ouviu as duas mulheres, que em seguida foram liberadas, e abriu inquérito policial. Segundo ele, ao final das investigações, as suspeitas deverão ter as prisões preventivas solicitadas à Justiça.

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