Os amantes do futebol estão em festa. Após quatro anos de espera, a bola vai rolar para a 21ª edição da Copa do Mundo. Nesta quinta (14), às 12h, em Moscou, a anfitriã Rússia abre a competição diante da Arábia Saudita, em jogo válido pelo Grupo A. O duelo acontecerá no estádio Lujniki.
Vai ser só mesmo um aperitivo do que está por vir até a final, marcada para o dia 15 de julho. Russos e sauditas farão a única partida do dia. Egito e Uruguai, que fazem parte do mesmo grupo, só medem forças sexta (15), às 9h, na cidade de Ecaterimburgo.
Os donos da casa estão animados para a 11ª participação em Mundiais - somando com a antiga União Soviética. O desempenho recente, no entanto, deixa os torcedores locais bastante preocupados, pois a Rússia não vence há sete jogos. O último triunfo aconteceu em outubro do ano passado, diante da Coreia do Sul.
Apesar disso, o técnico Stanislav Cherchesov promete um bom desempenho em campo. “A única coisa que podemos fazer é continuar treinando, podemos falar da qualidade de nossos jogadores. O elogio também é um tipo de crítica, certo? Temos que fazer o possível para tornar a crítica em feedback positivo e acho que estamos preparados para a partida”, deu o recado.
A equipe, por sinal, aposta no faro de gols de Smolov para sair com o triunfo. Ele foi o vice-artilheiro do Campeonato Russo na temporada atual, com 14 gols. O jogador de 28 anos assumiu a camisa 10 do time e promete chamar a responsabilidade quando a bola rolar.
Quem também é um dos principais nomes do elenco é o brasileiro naturalizado russo Mário Fernandes. Ele atua no CSKA desde 2012 e diz já ter quebrado a barreira do idioma. “Eu já entendo bastante, mas sempre tem alguém para me ajudar quando eu não consigo entender”, contou.
A Arábia Saudita quer surpreender em sua quinta participação na Copa. Para isso, o treinador do time, o argentino Juan Antonio Pizzi, aposta na posse de bola para conseguir uma vaga nas oitavas de final. “Meu estilo é de competir ativamente. Vamos lutar por cada bola, por cada desarme e queremos ter um estilo de vitória. Queremos ser melhores na força física, nas táticas e também na técnica”, deu o recado.
Os sauditas acreditam no talento do atacante Al-Shehri, 27 anos, que atua no Leganés, da Espanha. É um dos poucos atletas da seleção a atuar fora do país.
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