Da euforia à tristeza, a eleição de Ricardo David representou um marco na história recente do Vitória por ser ele o primeiro presidente eleito de forma democrática, com voto dos sócio-torcedores. A celebração da democracia, no entanto, deu lugar ao desencanto, com pífias apresentações dentro e fora de campo.
O acúmulo de vexames do futebol culminou com a derrocada do técnico Vagner Mancini, tido como indigesto para parte dos torcedores. Não faltaram argumentos: birra, formação de panela, esquemas táticos invisíveis e nenhuma melhoria apresentada após a parada da Copa do Mundo. Restou ao cartola demitir o treinador e iniciar a busca por um novo nome que possa dar um rumo melhor ao time, que tenta reunir os cacos de um problema com raízes em 2017.
Embora tenha se livrado do rebaixamento no ano anterior, o Leão iniciou a temporada na tentativa de se reerguer. Afundado em dívidas e com o financeiro no vermelho, o clube teve um suspiro com a venda de atletas importantes do elenco, como os atacantes Santiago Tréllez e David.
No entanto, episódios de violência no primeiro Ba-Vi do ano e a postura do time no clássico arranharam a já desgastada imagem da equipe. A saída precoce de campo motivou piadas em um episódio que ainda não foi totalmente explicado pelas principais personagens da trama.
Medalha de prata no ranking de pior defesa
Com um time apático, Vagner Mancini não conseguiu fazer o Vitória brilhar e acabou por se destacar negativamente ao comandar um recorde em vexames defensivos. Com 65 gols, o Leão fica em segundo lugar no quesito de pior zaga da temporada, atrás apenas do Vasco, que levou 66. No elenco, são sete zagueiros e nenhum capaz de impedir o time de sofrer as recentes amargas goleadas para Sampaio Corrêa (3 gols) Santos (5), São Paulo (3), Bahia (4) e Atlético-PR (4). O insucesso custou o cargo do treinador.
Basquete no passado
Uma das plataformas de campanha de Ricardo David, o time do Universo/Vitória se dissolveu e a parceria que fez surgir a equipe de basquete está próxima de ser declarada como extinta. A estratégia da Universidade Salgado Filho levou a equipe para o Distrito Federal e deixou o rubro-negro a ver navios. A mudança motivou interesse do Vitória em reiniciar o projeto, com um time próprio para disputar a classificação para o NBB em um futuro próximo.
Contratações com critérios duvidosos e apostas de alto risco na temporada
Depois do fiasco da temporada passada, o Vitória contratou este ano 24 jogadores, incluindo os oito reforços que chegaram na janela de transferências internacionais, número próximo dos 25 atletas que foram trazidos pela gestão capitaneada por Ivã de Almeida e Agenor Gordilho. Embora o número seja alto, poucos são os jogadores que engrenaram na equipe. Um dos exemplos é o goleiro Elias, terceiro arqueiro da Chapecoense que chegou, disputou oito jogos e perdeu a vaga entre os titulares para Ronaldo.
Busca por técnico continua
Com a saída de Mancini, o Vitória já iniciou a procura por um novo nome. O Jornal da Metrópole apurou que a diretoria busca a definição ainda nesta semana, com dois nomes em pauta: Dorival Júnior e Zé Ricardo, treinadores conhecidos e livres no mercado.
Enquanto o novo comandante não chega, João Burse, técnico do Sub-23, vai comandar o time diante do Cruzeiro, no próximo domingo.
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