O primeiro debate entre candidatos ao Governo do Estado aconteceu nesta quinta-feira (16/8), e contou com a participação da ex-vice prefeita de Salvador, Célia Sacramento (Rede), o ex-prefeito da capital baiana, João Henrique (PRTB), João Santana (MDB), José Ronaldo (Democratas), Marcos Mendes (PSOL) e o atual chefe do executivo estadual, Rui Costa (PT). O evento foi produzido pela emissora Bandeirantes e teve a apresentação da jornalista Carolina Rosa.
No primeiro momento, os candidatos se apresentaram e responderam à pergunta sobre educação e segurança, temas mais buscados pelos eleitores durante o primeiro debate transmitido pela emissora, entre os presidenciáveis. Cada candidato respondeu a pergunta e muitas críticas foram direcionadas ao atual governo. Já o governador Rui Costa relembrou programas voltados para a área da educação que foram implantados durante sua gestão, estratégia adotada por Rui durante todo debate.
No segundo bloco, os candidatos começaram o embate um contra o outro. Marcos Mendes e José Ronaldo aproveitaram a oportunidade para, mais uma vez, criticar a gestão do governador Rui Costa. Para isso, o candidato do DEM citou números de assassinatos de policiais e a crise na segurança pública, enquanto Marcos Mendes relembrou frase polêmica dita pelo governador no início do mandato, fazendo relação entre as ações policiais com a de jogadores de futebol. O governador, no entanto, não respondeu diretamente.
No terceiro bloco, jornalistas e colunistas da Band sabatinarão os candidatos com seis perguntas. Um candidato foi sorteado a responder e outro sorteado a comentar cada uma delas. Nesse momento, o candidato João Henrique chegou a sugeriu que foi o “melhor prefeito da história para os professores” e que a avaliação de que foi o terceiro pior prefeito do país foi um “mito”. Perguntado sobre a saúde, o candidato Marcos Mendes criticou a estrutura atual na área e garantiu que vai investir em concurso público de imediato, caso seja eleito. Já o candidato João Santana respondeu a pergunta sobre a lei da ficha limpa: “sou ficha limpíssima, gente preguiçosa e mau caráter não terá vez no meu mandato”, disse.
O governador Rui Costa respondeu sobre a crise hídrica no interior do estado. “Sete anos com chuvas abaixo da média. Essa crise causou escassez hídrica e para isso criamos o “Água para Todos”, onde pudemos buscar recursos das multas ambientais, para melhorar a preservação dos nossos rios”. Na oportunidade, a ex-vice prefeita da capital baiana, Célia Sacramento, também esclareceu sua relação com o prefeito ACM Neto. A candidata garantiu que não rompeu com o democrata e chegou a dizer que o prefeito só contou que não a queria na chapa majoritária como vice duas horas antes da convenção do partido.
Um novo embate candidato x candidato deu início ao quarto bloco. A questão do desemprego foi abordado pelos candidatos que, mais uma vez, não pouparam troca de farpas. Dessa vez, Rui e José Ronaldo falaram sobre a questão da saúde em Feira de Santana, onde o democrata foi prefeito. “O senhor não construiu uma UPA, eu tive que construir. Os bebês estavam morrendo em Feira e eu tive que construir uma maternidade de alta complexidade porque você não montou. O senhor não garante a educação lá e eu tenho que garantir a educação de ensino fundamental”, disse Rui, que completou pedindo que os candidatos “não usassem a morte dos outros para fazer política”.
José Ronaldo rebateu. “O governador foge de responder e vem atacar Feira de Santana, falta com a verdade. Não falarei sobre Feira, lá ele prometeu construir hospital mas não cumpriu”.
No quinto e último bloco, os candidatos fizeram suas considerações finais seguindo a ordem de apresentação inversa ao bloco inicial. No geral, agradeceram aos eleitores e pediram que continuassem acompanhando os debates e as campanhas até o dia 7 de outubro, quando acontecerá o pleito de 2018.
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