O ex-ministro Antônio Palocci disse em depoimento à força-tarefa da Operação Greenfield que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva interferia nos investimentos dos fundos de pensão desde a década de 1990, quando ainda atuava no meio sindical. Ao Ministério Público Federal (MPF), o ex-ministro afirmou que a partir de 2004, já no poder, o PT começou a pedir vantagem indevidas a empresas interessadas em receber aportes dos fundos de empresas públicas.
Palocci diz que Lula agiu ‘diretamente’ por propinas
Os pedidos, diz ele, eram feitos pelos tesoureiros do partido. Delúbio Soares, Paulo Ferreira e João Vaccari exerceram a função em períodos diferentes. “O presidente Lula expedia determinações para colocar recursos em empreendimentos de interesse do governo. Que nem sempre era vantagem indevida, mas apenas para atender vantagem política”, diz trecho do depoimento de Palocci aos procuradores da força-tarefa que apura desvios nos maiores fundos de pensão do País. O depoimento não detalha a atuação de Lula nos fundos antes de chegar à Presidência.

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