Em um domingo marcado por manifestações de apoio ao governo, o presidente Jair Bolsonaro disse que exagerou ao falar em "idiotas inúteis" quando se referiu aos manifestantes do dia 15 de maio. Os protestos eram contra os cortes na educação e o presidente disse que os jovens era massa de manobra.
"Eu exagerei, concordo, exagerei. O certo são inocentes úteis. São garotos inocentes, nem sabiam o que estavam fazendo lá. Na teoria, usa-se a inocência das pessoas para atingir o objetivo. Uma vez atingido, as primeiras vítimas são exatamente essas pessoas. Então a garotada foi na rua contra corte na educação", disse o presidente em entrevista à Rercord.
O presidente voltou a dizer que não houve corte nos recursos das instituições de ensino. "Não houve corte, houve contingenciamento. Eu deixei de gastar, não tirei dinheiro. Segurei aproximadamente 3,6% do montante, que seria 30% de 12% das despesas discricionárias e a molecada foi usada por professores inescrupulosos para fazer fazer manifestação política contra o governo", completou.
Para Bolsonaro, os jovens que participaram das manifestações no dia 15 de maio foram usados por professores para fazer manifestações políticas.
"Nós sabemos que a juventude tem um peso muito grande nessas manifestações. Agora me desculpem, mas foram usados por esses professores. A minoria não tem o compromisso de fazer com que esses jovens sejam, lá na frente, bons profissionais, bons empregados ou bons patrões", afirmou.
Neste domingo, ele participou de um culto na Igreja Batista, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Ele estava na cidade desde sábado, quando participou do casamento do filho Eduardo. Depois da visita ao templo, o presidente afirmou que o povo estava indo às ruas "defender o futuro dessa nação".