Em convenção em Brasília, o DEM reelegeu nesta quinta-feira (30) o prefeito de Salvador, ACM Neto, presidente nacional da legenda. Ele foi reconduzido ao cargo por aclamação entre os presentes. Ou seja, não houve votação.
ACM Neto assumiu o comando do partido em março do ano passado, em substituição ao ex-senador José Agripino (RN), que ficou sete anos no posto.
Embora com três ministros no governo Jair Bolsonaro, o partido não integra formalmente a base aliada.
Ao chegar para a convenção, ACM Neto foi questionado pela imprensa sobre se o partido pretendia declarar apoio formal ao governo Jair Bolsonaro.
ACM Neto ressaltou que o objetivo da convenção era "definir a direção partidária para os próximos três anos" e não a questão sobre o apoio, formal ou não, ao Bolsonaro.
"O partido todo vai se unir em torno da reforma da Previdência. É algo que a gente quer deixar muito claro para o Brasil. Então, o nosso compromisso é com a agenda, sobretudo, de reformas econômicas do país. Essa discussão de apoio formal ou não ao governo não está em pauta", afirmou.
ACM Neto condenou ainda as provocações de parlamentares correligionários e apoiadores de Bolsonaro, especialmente nas redes sociais, que associam o partido à "velha política".
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), por exemplo, é alvo constante de críticas nas redes e o seu nome chegou a ser citado de forma hostil por manifestantes durante os protestos a favor do governo no último dia 26.
"Honestamente, eu acho que quem tem preocupação com o andamento da agenda do pais deve somar esforços, e não utilizar redes sociais ou mesmo o plenário da Câmara ou do Senado para provocações. Eu acho que, às vezes, alguns aliados do governo perdem tempo – e não digo que essa seja uma questão do governo –, mas alguns aliados do governo perdem tempo com fogo amigo", afirmou ACM Neto.
Para ele, esses parlamentares deveriam concentrar energia para a aprovação das reformas econômicas.
"Poderiam estar somando esforços e concentrando energia no que é importante, que é o avanço dessas reformas, principalmente agora na Câmara dos Deputados com relação à reforma da previdência. Eu não vou incorrer no mesmo erro. Para mim, está muito claro que a gente precisa, de maneira despretensiosa e deixando as divergências político-partidárias de lado, olhar para o futuro do brasil. Isso significa agora aprovar e apoiar as reformas para que elas possam avançar", declarou.
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