Em audiência pública de quase cinco horas de duração, a quase totalidade dos representantes dos comerciantes do Centro de Abastecimento foi enfática quanto à necessidade da execução urgente da reforma do espaço. O encontro aconteceu nesta quinta-feira (4) na Câmara Municipal de Mata de São João, com a presença do prefeito Marcelo Oliveira e de todos os vereadores.
A reforma do Centro de Abastecimento depende da aprovação, na casa legislativa, do Projeto de Lei 10/2020, que dispõe sobre a liberação de um financiamento de R$ 5 milhões junto a Caixa Econômica Federal (CEF), para a execução da obra. O espaço, que foi construído há 21 anos, é local de trabalho e fonte de renda para 271 famílias diretamente.
Marcelo Oliveira mostrou mais uma vez o projeto de requalificação do principal centro de comercialização de produtos agropecuários, eletroeletrônicos e de confecções do Município e explicou todos os trâmites administrativos da aquisição do empréstimo.
O financiamento já foi aprovado pela Câmara de Vereadores, por unanimidade, no ano passado. Mas a CEF exigiu mais uma alteração na lei, em relação às garantias de crédito e, por isso, há necessidade de uma nova aprovação. A Prefeitura mandou o projeto para os vereadores votarem em caráter de urgência no dia 29 de abril. Mas os legisladores de oposição o retiraram da pauta.
Dos cerca de 10 comerciantes que se manifestaram no auditório da Câmara, apenas um não foi a favor da reforma imediata do equipamento. Um dos que defenderam a requalificação, chegou a questionar a postura e a falta de compromisso de vereadores oposicionistas com o bem-estar do município.

Encontro contou com quantidade limitada de pessoas no plenário da Câmara. Foto: Renan Lima/Divulgação-PMSJ
Visivelmente incomodada e cansada com os entraves causados por parte da Câmara, a feirante Evanice fez um desabafo e exigiu o início da reforma do Centro de Abastecimento. “Sou a favor sim, porque trabalho com hortaliças e as condições atuais não favorecem. Temos muito prejuízo quando chove e nossos produtos ficam molhados”, explica
“O chão também fica alagado quando chove e às vezes temos de colocar sapatos de salto, para não molhar os pés. Essa reforma é pra hoje. É pra já. Só quem trabalha sente na pele. Se vocês vão lá comprar uma hortaliça e ela estiver molhada, sem qualidade, vocês vão desistir de comprar. Estamos cansados”, desabafa a comerciante.
Urgência - Ao pedir a imediata aprovação da lei, Marcelo Oliveira explicou que o projeto está em análise na casa desde 2017. “Não é um projeto novo, não é uma iniciativa nova. É uma necessidade do comércio de Mata de São João, de a gente requalificar e tornar mais eficiente aquele equipamento, que hoje reúne quase 300 comerciantes de Mata de São João”.
O projeto já esteve três vezes da Câmara de Vereadores. Segundo o prefeito, essas mudanças são decorrentes de exigências que as instituições financeiras fazem. Oliveira ainda reforçou, junto aos vereadores e aos comerciantes, que agora é um momento mais adequado para a intervenção, porque a pandemia do Coronavírus reforça a necessidade de fazer o investimento.
“Todo mundo está falando que essa pandemia destruiu empregos, quebrou o comércio e vai quebrar a cadeia do turismo. Precisamos fazer o investimento no equipamento, que vai melhorar o comércio, vai estimular as pessoas a vir comprar. Inclusive pessoas de outras cidades. E isso vai fortalecer em muito nossa economia”, pontua o prefeito de Mata de São João.
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