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Governo pede suspensão no Brasil de filme da Netflix acusado de sexualizar crianças

"Lindinhas" (em inglês, "Cuties") gerou polêmica e pedidos de boicote por todo mundo

21/09/2020 13h52
Por: Maryane Meira
Divulgação
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O Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos pediu a suspensão da veiculação do filme "Lindinhas" no Brasil. O filme, uma produção francesa, está disponível na Netflix e tem sofrido acusações em várias partes do mundo de sexualizar crianças. A pasta pede também que seja apurada a responsabilidade pela oferta e distribuição do conteúdo, segundo ofício divulgado pelo Uol.

O pedido foi encaminhado à Coordenação da Comissão Permanente da Infância e Juventude. A ministra Damares Alves afirmou que o governo vai estar presente "nessa luta".

"Crianças e adolescentes são o bem mais precioso da nação e o mais vulnerável. É interesse de todos nós botarmos freio em conteúdos que coloquem as crianças em risco ou as exponham à erotização precoce. O governo do presidente Jair Bolsonaro não vai ficar parado nessa luta. Vamos tomar todas as medidas judiciais cabíveis. A nossa luta é para direitos humanos para todas as crianças do Brasil", diz Damares.

O ofício da Secretaria Nacional de Direitos da Criança e do Adolescente é assinado pelo responsável, Maurício Cunha, que afirma que o filme "apresenta pornografia infantil e múltiplas cenas com foco nas partes íntimas das meninas enquanto reproduzem movimentos eróticos durante a dança, se contorcem e simulam práticas sexuais".

Para a secretaria, o filme fragiliza a luta pela proteção das crianças. "A SNDCA vê com extrema preocupação a perpetuação do conteúdo que, longe de ser entretenimento ou liberdade de expressão, na verdade, afronta e fragiliza a normativa nacional de proteção à infância e adolescência", continua o texto.

Além disso, Cunha cita que o Brasil faz parte de tratados internacionais contra a pornografia e exploração sexual infantojunvenil, como o Protocolo Facultativo da Convenção dos Direitos da Criança, da ONU.

Reflexão sobre tema


A diretora do filme, Maïmouna Doucouré, afirma que o filme é exatamente uma crítica à sexualização das crianças. "Eu conversei com centenas de pré-adolescentes para entender como elas se relacionavam com sua feminilidade hoje em dia. Essas garotas veem que, quanto mais a mulher é sexualizada nas redes sociais, mais bem-sucedida ela é. E sim, isso é perigoso", diz.

Segundo a diretora, a ideia era mostrar como a protagonista do filme transita por "modelos diferentes de liberdade" e como ela acredita ter encontrado um tipo de liberdade ao entrar para um grupo de dança. "Mas será que isso é realmente liberdade? Especialmente quando você é uma criança? Claro que não", considera.

Diante da repercussão de protestos, a Netflix também comentou a polêmica. "'Cuties' (nome em inglês do longa) é uma crítica social à sexualização de crianças. É um filme premiado, com uma história poderosa sobre a pressão que jovens meninas sofrem das redes sociais e da sociedade em geral enquanto crescem — e encorajamos qualquer pessoa que se importa com este tema fundamental a assistir ao filme".

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