A Polícia Federal (PF) e o Ministério Público Federal (MPF) iniciaram, hoje (15), a 2ª fase da Operação Tergiversação contra um esquema de pagamento de propina por empresários a policiais em troca de proteção em investigações. Estão sendo cumpridos dois mandados de prisão preventiva e 33 mandados de busca e apreensão.
A 1ª fase, em junho do ano passado, investigou a cobrança por policiais federais de propinas a investigados nos inquéritos Titanium, relacionado a fraudes envolvendo o plano de saúde dos Correios, e Viupostalis/Recomeço, sobre fraudes envolvendo o Postalis - fundo de pensão dos Correios.
O resultado foi o desmantelamento de uma organização criminosa acusada de corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica, organização criminosa e obstrução à Justiça. Segundo a PF, as investigações apontam que o esquema movimentou cerca de R$ 10 milhões.
Na operação de hoje, os alvos são outros empresários que participaram do esquema de pagamento de propinas aos agentes públicos e advogados que atuaram como intermediários das cobranças das propinas. Servidores públicos federais e estaduais também estão visados. A organização criminosa atuava dentro da Superintendência da PF do Rio, segundo apontaram a própria Polícia Federal e o MPF.
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