Duas sucuris de aproximadamente 3 metros de comprimento foram flagradas atravessando a Avenida do Farol, em Praia do Forte, litoral de Mata de São João, na noite da sexta-feira (20). O biológo e Gestor do Parque Klaus Peters, Fábio Lima, acredita que possivelmente as serpentes sejam uma fêmea e um macho, por conta de uma característica da especie.
O flagrante foi feito por moradores locais que perceberam uma serpente na frente e outra logo em seguida. As duas cobras mergulharam na Lagoa Timeantube e desapareceram. “Estavam vindo do lado da praia para o Parque”, afirma o biológo.
Conforme Fábio o aparecimento de sucuris no local é comum, mas é necessário que os moradores e turistas tomem os devidos cuidados para não incomodá-las e, claro, evitar qualquer tipo de acidente. “Os encontros casuais com a fauna vêm se tornando cada vez mais frequente em nossa região por ainda possuirmos grandes manchas de vegetação e área protegidas. É bom lembrar que perseguir e mau tratar são crimes previstos em lei Federal. Ao encontrar animais silvestres não tente pegar, se aproximar ou atrair pois isso pode causar acidentes sérios. Deixe o animal seguir seu caminho ou entre em contato com a Prefeitura que através do Parque Klaus Peters técnicos poderão ajudar na relocação desses animais garantindo assim a segurança dos animais e das pessoas”, esclarece.
Sobre a especie
As Sucuris vivem perto de córregos, rios e lagos. Apesar de não serem ágeis em ambiente terrestre, elas são muito rápidas dentro d’água podendo ficar até 30 minutos sem respirar. Possuem hábitos crepusculares e noturnos. As sucuris não são venenosas, pois não possuem dentes inoculadores de veneno, mas sua mordida é forte o bastante para atordoar sua presa que rapidamente é envolvida pela musculatura forte e robusta da serpente.
Na dieta das sucuris é possível encontrar diversos vertebrados, como por exemplo: peixes, rãs, lagartos, jacarés, aves e roedores. As fêmeas são maiores que os machos, atingindo maturidade sexual por volta dos seis anos de idade. De modo geral, as espécies de sucuri podem viver por até 30 anos.
O ser humano é o maior responsável pela morte deste réptil devido ao medo que sentem desta cobra e devido também ao interesse pela pele da sucuri que no comércio internacional é bastante valiosa para o mercado da moda. Ataques a pessoas por sucuris são bastante raros. Porém, imagens de filmes fictícios como Anaconda, estão fixadas no imaginário popular, e contribui desta forma para a má fama das sucuris de devoradora de homens, o que não representa a realidade. Quando se sentem ameaçadas pelo homem, as sucuris geralmente mordem como forma de defesa. A captura e a manipulação inadequada destas cobras é que costumam resultar em acidentes.
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