O Ministério da Saúde pode perder 2,3 milhões de testes para a Covid-19. Os kits para detecção do novo coronavírus estão estocados em almoxarifado com prazo de vencimento em maio deste ano.
A informação consta de uma nota técnica enviada pela pasta em abril à Procuradoria da República no Distrito Federal, que apura em inquérito a atuação da União na aquisição e na distribuição de testes, segundo a Folha de S. Paulo.
No documento, o ministério afirma que guardava em abril 4,3 milhões de exames em Guarulhos (SP) com prazo de validade a expirar. Desse total, havia estimativa de perda de pelo menos 2,3 milhões por causa do vencimento.
Hoje, há ainda quase 2 milhões de exames nas mãos da pasta em estoque. Desse volume, cerca de 1,6 milhão perde a validade neste mês. Há lote que vence nesta sexta-feira (14).
Os testes venceriam a partir de dezembro, mas tiveram o prazo estendido pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) até maio.
No mesmo documento, o Ministério da Saúde mencionou um pedido urgente enviado à organização, em junho do ano passado, para paralisar as entregas de 4 milhões de testes à pasta e ameaçou incinerar o material.
O aumento no ritmo de teste, no entanto, não permitiu ao governo alcançar a meta de realizar mais de 24 milhões de exames até dezembro de 2020, prevista em programa da Saúde. Até agora foram feitas 16,6 milhões de análises.
Cada teste em estoque custou R$ 42,30. Se o governo federal perder os exames que vencem em maio, o prejuízo será superior a R$ 67,5 milhões. O ministério já afirmou que poderá trocar os testes sem validade por produtos novos, mas não detalhou como será esse procedimento.
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