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Esporte Copa América

Tite evita polêmicas, mas diz: 'Não sou hipócrita e nem alienado'

Treinador se esquivou sobre possível saída da seleção brasileira

09/06/2021 08h50
Por: Maryane Meira Fonte: Correio 24h
Reprodução
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O Brasil disparou ainda mais na liderança das Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo. Na noite desta terça-feira (8), a seleção derrotou o Paraguai por 2x0, no Defensores del Chaco, chegou aos 18 pontos e abriu seis de distância para a segunda colocada, a Argentina. Foi a sexta vitória brasileira em seis jogos.

O jogo foi disputado em meio à polêmica envolvendo a disputa da Copa América no Brasil, a partir de domingo (13). Após a partida, os jogadores e a comissão técnica divulgaram um manifesto sobre o torneio, garantindo que irão participar.

O assunto continuou rendendo e deu o tom na entrevista coletiva pós-jogo do técnico Tite. Questionado se cogitou deixar o comando da seleção após os dias turbulentos, o treinador disse que não é 'hipócrita ou alienado'

"Pensei no trabalho, nas exigências que teria, cada dia, cada momento, quem escalar certo. Consultamos, trabalhamos. Quero fazer um agradecimento especial ao Thomás (Koerich) e ao Bruno (Baquete, ambos analistas de desempenho). Eles passaram dois dias sem almoçar direito, em função de todo o trabalho realizado. Esses bastidores que a mídia não tem acesso são importantes na construção do trabalho. Essa é a situação que eu pensei. Peguei minha energia toda e fiquei voltado para isso", falou Tite.

"Não sou hipócrita, não sou alienado e sei que as coisas acontecem. Mas sei dar prioridade. Prioridade é meu trabalho e a dignidade do meu trabalho", completou.

Mais uma vez, o técnico se esquivou de temas polêmicos. Perguntado se sua decisão seria diferente "se" o presidente da CBF, Rogério Caboclo, não estivesse afastado após denúncia de assédio sexual e moral, Tite respondeu demonstrando certo incômodo. "Se... se eu não tivesse parado de jogar com 27 anos eu não seria técnico. 'Se', não dá para responder no 'se'".

Depois, foi questionado sobre a influência do afastamento de Caboclo nas decisões do dia a dia. "Nenhuma".

O comandante também comemorou a vitória do Brasil no Paraguai, quebrando um tabu que vinha desde 1985. Com o resultado, a seleção chegou ao seu sexto triunfo em seis jogos nas Eliminatórias, e abriu seis pontos de distância da vice-líder, a Argentina.

"Estava conversando com o (Eduardo) Berizzo antes e depois do jogo, do grau de dificuldade histórico, pela competitividade nos enfrentamentos que a gente tem. Foi assim na Copa América, onde empatamos em casa. O fato de ter saído na frente nos deu condição de administrar, do jogo sair de uma forma mais fluente. As coisas foram acontecendo com mais naturalidade, a pressão foi para o lado paraguaio. Conseguimos fazer um jogo num parâmetro bom, por isso a vitória veio", analisou Tite.

O Brasil, aliás, nunca perdeu com o treinador nas Eliminatórias. Até aqui, foram 18 jogos, com 16 vitórias e dois empates, aproveitamento de 92,6%. Com o sexto triunfo consecutivo na atual edição, repetiu a marca da equipe comandada por João Saldanha, que garantiu vaga na Copa do Mundo de 1970.

O técnico lembrou a campanha de Saldanha quando perguntado qual o principal ponto de trabalho na caminhada para a Copa do Mundo.

"É muito difícil mensurar agora. São etapas que a equipe está construindo. Clodoaldo fez uma observação da Copa de 70, que a seleção foi se construindo. E, caracteristicamente, é assim, porque a gente não tem muito tempo. Hoje, por exemplo, iniciamos com três jogadores diferentes do outro jogo. Essa competitividade pode proporcionar a seleção esse crescimento", afirmou Tite.

Perguntado sobre qual seria seu limite no cargo, o técnico respondeu: "Meu limite é da serenidade, da paz. Agradecer a todos do estafe, comissão técnica, grande trabalho que conseguimos realizar. De estar em paz comigo mesmo, respeitar todos. De ter o mesmo cuidado…. O Marquinhos foi muito feliz. Não colocando, e essa, sim, eu repudio, não colocando palavras na boca das outras pessoas, sem ter o devido conhecimento".

"Informação verdadeira é uma grande prevenção para a gente saber como são as coisas, mas precisa-se verdadeiramente saber da situação de cada um. Temos posições, nós somos, mas temos, agora temos, sim, a grandeza. E talvez o momento particular seja de externar, mas agora não. Agora tem uma seleção, um trabalho, um grupo todo muito importante", seguiu.

Depois de muitas perguntas sobre a Copa América e Caboclo, o comandante disse que gostaria de "comemorar um pouquinho" e passou a palavra ao auxiliar Cleber Xavier.

"A gente quer comemorar um pouquinho os números altíssimos que conseguimos, as seis vitórias, número alcançado em 1969, que podemos ultrapassar em setembro. Em 18 jogos de Eliminatórias, foram 16 vitórias e dois empates (com Tite). Tomamos cinco gols. É a equipe mais efetiva ofensivamente, defensivamente. Mudando nos últimos jogos, uma série de mudanças. A gente quer comemorar um pouquinho isso", comentou Xavier.

Coordenador da Seleção, Juninho Paulista pediu a palavra ao final da coletiva.

"Tivemos semanas desgastantes. Quero parabenizar Tite, a comissão. O trabalho não foi fácil, mas foi de excelência. Estamos felizes de conquistar, de fazer história, de participar, comandar um grupo de de profissionais tão competentes. Dizer isso é importante. Até em nome da entidade, a satisfação em tê-los, a satisfação com o trabalho é grande. O foco principal sempre foi a Copa do Mundo e as Eliminatórias já são Copa do Mundo. Estou aqui para reiterar o manifesto dos atletas. É um manifesto que nos representa. São jogadores, comissão e a delegação de todos os profissionais que trabalham com maior afinco para que a CBF possa dar as melhores condições de trabalho para todos vocês", disse.

Nesta quarta-feira (9), Tite divulgará a lista de convocados para a Copa América. A expectativa é que ele faça poucas ou até nenhuma mudança em relação aos jogadores chamados para estas duas rodadas das Eliminatórias. O Brasil estreia no domingo (13), contra a Venezuela, no estádio Mané Garrincha, em Brasília.

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