O ex-governador do Rio de Janeiro Wilson Witzel prestará depoimento nesta quarta-feira (16) à CPI da Pandemia e deverá explicar aos senadores apenas as ações e eventuais omissões do governo federal com relação à pandemia no estado.
O advogado Diego Carvalho Pereira, que atua na defesa do ex-governador, disse à CNN que a orientação é que Witzel não fale nada relacionado aos fatos que já vêm sendo investigados no Rio de Janeiro e nem sobre assuntos relacionados ao estado.
“A estratégia da defesa é que não há sentido lógico em antecipar depoimento que o ex-governador vai dar ao final das investigações [ainda em curso no Rio de Janeiro]”, afirmou.
Pereira explicou que a orientação foi dada pela defesa do ex-governador porque o Regimento Interno do Senado Federal prevê, em seu artigo 146, inciso terceiro, que as comissões parlamentares de inquérito não podem tratar de assuntos relacionados aos estados.
Witzel está hospedado em um hotel em Brasília e prestará depoimento à CPI da Pandemia na manhã desta quarta-feira, acompanhado de seu advogado.
Na noite desta terça-feira (15), o ministro Nunes Marques, do STF (Supremo Tribunal Federal), autorizou o ex-governador a não comparecer ao Senado.
Por ser alvo da CPI pelo mesmo motivo que vem sendo investigado pelo Ministério Público Federal (MPF), Nunes Marques autorizou que Witzel, se de fato comparecer, decida se vai ficar em silêncio, se assumirá o compromisso de dizer verdade e, também, que possa ter ao seu lado um advogado.
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