Quando entrar em campo neste sábado (18), contra o Red Bull Bragantino, às 21h pela 21ª rodada do Brasileirão, o Bahia vai sentir um gostinho diferente. Depois de sete meses, enfim o tricolor vai voltar à Fonte Nova.
Além da estrutura oferecida pelo estádio e o sentimento de estar em casa, o time pode, também, se apegar aos números que possui atuando na arena para ganhar confiança e dar a volta por cima na temporada.
O retorno à Fonte segue um roteiro parecido com o que o Esquadrão viveu na temporada passada. Por conta da instalação do Hospital de Campanha para atender pacientes diagnosticados com a covid-19, o time baiano precisou mudar o mando de campo e disputou todo primeiro turno da Série A de 2020 em Pituaçu.
Quando o hospital foi desativado e o Bahia voltou a jogar na Fonte Nova, em novembro do ano passado, o estádio teve papel importante na luta do time contra o rebaixamento. Em 10 jogos disputados, o Esquadrão conseguiu cinco triunfos e um empate. Pontos preciosos na manutenção da equipe na elite do futebol brasileiro.
Para efeito de comparação, no Brasileirão de 2020 o aproveitamento do Bahia na Fonte Nova foi de 53%. Já atuando em Pituaçu pelo mesmo torneio, o desempenho ficou um pouco abaixo: 48% em nove partidas.
Na atual temporada, por sua vez, o Bahia voltou a flertar com a zona de rebaixamento. O clube é atualmente o 15º colocado, com 22 pontos, um a mais do que o América-MG, 17º. No entanto, o tricolor tem um jogo a mais do que o time mineiro e dois a mais na comparação com o Grêmio, na 18º posição, com 19 pontos.
Como mandante, o Bahia possui aproveitamento de 43,3%. Em 10 partidas em Pituaçu, o Esquadrão conquistou quatro triunfos, um empate e sofreu cinco derrotas. Agora, o time tem pela frente mais nove rodadas em casa para tentar conseguir o maior número de pontos e se livrar da degola.
“Pensamento de decisão, foco total. A gente sabe que todo jogo vai ser decisivo para nós. Por detalhe a gente não venceu a última partida. A gente vai continuar com foco e com a tranquilidade que vem tendo nos jogos. No momento certo, como vem sendo nos últimos jogos, as coisas vão começar a acontecer”, afirmou o volante Lucas Araújo.
Alívio no bolso
Além do ganho técnico que o Bahia espera ter no retorno à Fonte Nova, o tricolor deve ganhar um alívio no bolso. Quando joga em Pituaçu, o Esquadrão amarga prejuízo de cerca de R$ 100 mil por partida por conta de custos como aluguel do campo, quadro móvel e arbitragem.
Na Fonte Nova, a conta dos custos operacionais é dividida entre o tricolor e a administração do estádio desde que um acordo foi estabelecido entre as duas partes, no ano passado. Sem público nos jogos desde março de 2020, o Esquadrão tem sofrido para fechar as contas. No ano anterior, o Bahia encerrou a temporada com déficit de R$ 50 milhões.
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