A situação que já era ruim ficou ainda mais preocupante para o Bahia. Depois de 25 rodadas, o mais temido aconteceu: o time entrou na zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro.
A derrota para o Internacional, por 2x0, domingo, no estádio Beira-Rio, em Porto Alegre, teve como principal consequência a ida do Esquadrão para o Z4. E olhando para o atual cenário, sair de lá promete não ser nada fácil.
Nos últimos quatro jogos, o Bahia venceu apenas um dos adversários que encarou. A vitória sobre o Fortaleza, por 4x2, em Pituaçu, pela 19ª rodada, parecia ser a virada de chave que os tricolores buscavam, mas a volta por cima não aconteceu.
Estacionado na parte de baixo da tabela, o time ainda não venceu no segundo turno, que começou logo depois daquela partida. Nos três jogos que fez, a equipe empatou dois e perdeu um. Apesar dos dois pontos conquistados, a sequência traz preocupação por um novo hiato de triunfos na Série A.
No primeiro turno, o Bahia ficou sem vencer por oito jogos (sete derrotas e um empate). Foi por causa desse jejum que o tricolor queimou a gordura acumulada no início da competição e entrou na briga contra o rebaixamento.
Por sinal, ostentar longos períodos sem ganhar tem sido uma marca do clube baiano nas últimas edições do Brasileirão. No ano passado, foram duas sequências de oito partidas. O mesmo feito negativo havia sido alcançado um ano antes, na edição de 2019.
Diante de todo o contexto, fica fácil explicar a campanha ruim de 2021. O Bahia conquistou somente seis dos últimos 36 pontos que disputou. Tomando o mesmo recorte com os outros clubes da Série A, só a lanterna Chapecoense apresentou o mesmo rendimento. O Sport, que é o 19º colocado, conseguiu 10 pontos no mesmo período.
Nas redes sociais, o atacante Rodallega afirmou que os jogadores têm a obrigação de reverter o quadro complicado em que o time se encontra. “Nesses momentos é quando temos que assumir a responsabilidade ao máximo, isso é de todos”, escreveu o colombiano.
Problema lá e cá
Se dentro de campo a situação vai mal, fora o clube convive com outra crise: a dos salários atrasados. O tricolor deve tanto direitos de imagem quanto a remuneração da carteira de trabalho aos atletas. Em nota, a diretoria diz que vem negociando com os jogadores.
Enquanto aguarda a resolução do problema, o elenco decidiu que não concederá entrevistas nem concentrará antes dos jogos em Salvador. A primeira medida já foi praticada durante o confronto com o Internacional. A segunda deve ser posta em prática a partir do duelo com o Ceará, sábado (2), às 19h, na Fonte Nova. A tendência é a de que os jogadores relacionados se encontrem apenas no dia da partida.
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