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Entretenimento Netflix

'Estou perplexo que crianças estejam vendo', diz criador da série Round 6

Seriado da Netflix é para maiores de 16 anos e possui conteúdo violento

11/10/2021 11h56
Por: Maryane Meira
Reprodução/Desconhecida
Reprodução/Desconhecida

A seleção brasileira continua devendo um bom futebol. Neste domingo (10), apenas empatou com a Colômbia por 0 a 0, em Barranquilla, em uma partida em que o time de Tite pecou novamente pela falta de intensidade, de um jogo objetivo e mais agressivo. Nada que afete a virtual classificação à Copa do Mundo Catar, pois o Brasil lidera tranquilamente as Eliminatórias Sul-Americanas com seus 28 pontos. Nem o fato de ter perdido os 100% de aproveitamento em sua décima partida preocupa. O que preocupa é o futebol pobre.

Para piorar, Neymar, que voltava ao time após cumprir suspensão, continua mal. Errou quase tudo o que tentou, sobretudo no segundo tempo. Está mal tecnicamente e parece mal fisicamente. Nesta quinta-feira (14), em Manaus, a seleção encerra a rodada tripla deste mês de outubro enfrentando o Uruguai, às 21h30 (de Brasília), na Arena Amazônia.

Fora de casa, diante de um adversário que tem bom time e sob o forte calor de Barranquilla, Tite preferiu ser mas precavido. Trocou Gerson por Fred, para ter mais poder de marcação no meio de campo, recolocou Alex Sandro, que marca melhor que Guilherme Arana, na lateral esquerda e o jovem Militão no lugar do veterano Thiago Silva. E Everton Ribeiro saiu para s volta de Neymar.

Desta vez, a seleção começou o jogo fazendo o que tem de fazer sempre, buscando se impor. Neymar tinha liberdade para flutuar, participando mais da armação do que de costume. Com isso Paquetá ficava mais pela esquerda e Gabriel Jesus abria na direita. Os laterais também subiam mais do que normalmente. Com isso e a "marcação alta", como Tite gosta de definir, o time se mostrava superior à Colômbia.

Neymar, em sua primeira jogada, deu trabalho a Ospina, em chute da entrada da área e aos 12 minutos deixou Paquetá na cara do goleiro, mas o chute do camisa 17 saiu torto, à esquerda do gol

A equipe também tinha defeitos. Um deles foi de dar muito espaço para os meias colombianos. E na parte final da etapa, talvez por causa do calor, ficou mais lenta. Além disso, passou a cometer o erro de querer forçar a penetração pelo meio, que estava sempre congestionado. Com isso, não conseguia concluir as jogadas. A equipe carecia de objetividade.

Ainda assim, teve uma grande chance quando Neymar deixou Fred de frente para o gol, na entrada da área, mas o chute do volante foi horroroso.

Após o longo intervalo - de 22 minutos -, o Brasil voltou procurando tocar bastante a bola, mas errava muitos passes e com isso não conseguia levar perigo à defesa colombiana. Tite, então, resolveu mexer. Tirou Gabriel, que praticamente não tocou na bola nos 60 minutos que esteve em campo - não por culpa dele, mas porque a bola não chegava -, e colocou Raphinha. O jogador do Leeds United inglês entrou credenciado pela boa estreia contra a Venezuela, com a missão de explorar sua velocidade e poder de drible. Com isso, Gabriel Jesus passou para o centro do ataque.

O criador da série "Round 6", Hwang Dong-hyuk, disse em entrevista ao jornal O Globo que se assustou ao saber que crianças estão assistindo aos episódios. Apesar de fazerem referência a brincadeiras infantis - como "Batatinha frita 1, 2, 3" -, os jogos são violentos e o fato de crianças estarem tendo acesso ao conteúdo acende um alerta, principalmente após desafios em alusão à série viralizarem no TikTok e no Instagram.

"Não estou em nenhuma rede social, então nem pensei na possibilidade de crianças consumirem por essas mídias. Essa obra não é para elas. Estou perplexo que crianças estejam vendo", declarou Hwang Dong-hyuk.

Disponível através da Netflix em 90 países, a produção tem classificação indicativa de 16 anos. A série sul-coreana de nove episódios conta a história de um grupo de centenas de pessoas que estão endividadas e com outros problemas financeiros, e são selecionadas para participar de um jogo de sobrevivência. Os participantes precisam passar por seis partidas para conquistar um prêmio de 46,5 bilhões de wons (aproximadamente R$ 208.845.119,58).

O diretor aconselhou os pais e responsáveis a conversarem com as crianças e adolescentes que tiveram acesso à série, pelo fato de os episódios conterem violência explícita.

"Espero que os pais e professores ao redor do mundo sejam prudentes para que elas não sejam expostas a esse tipo de conteúdo. Mas, se já viram, espero que os adultos as ajudem a entender o significado do que está por trás das telas, Torço para que haja boas conversas", disse, ao Globo.

Escola faz alerta a pais e responsáveis


Devido à repercussão de "Round 6" no Brasil, uma escola no Rio de Janeiro chegou a divulgar uma carta aos pais e responsáveis tratando sobre a série. A coordenadora pedagógica do Jardim-Escola Aladdin, Fabiana Barreto, considera que "a série traz um teor inapropriado para a idade dos alunos". A série tem cenas de violência explícita, sexo, tortura psicológica, tráfico de órgãos, suicídio, entre outros.

Round 6, também conhecida como "Squid Game", tornou-se a primeira série sul-coreana a alcançar o primeiro lugar entre as mais vistas da Netflix nos Estados Unidos. O k-drama também esteve em primeiro lugar na lista das séries mais vistas no serviço de streaming nos 90 países em que foi disponibilizado, desde a estreia, em 17 de setembro.

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