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Política em Foco Eleições 2022

Eduardo Leite sinaliza que não tem interesse em participar da campanha de Doria em 2022

Leite aponta diferenças políticas com ex-adversário, mas decisão depende ainda de diálogo entre os governadores e acertos internos com o partido.

30/11/2021 12h49
Por: Fonte: CNN
Reprodução/Desconhecida
Reprodução/Desconhecida

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, sinalizou nesta terça-feira (30) que não tem interesse em participar da campanha de João Doria em 2022. Leite aponta diferenças políticas com ex-adversário, mas decisão depende ainda de diálogo entre os governadores e acertos internos com o partido.

A resposta veio depois que o governador de São Paulo, escolhido pelas prévias do PSDB para disputar à Presidência, negou, em entrevista, que tenha convidado Leite para ser coordenador da campanha dele, em 2022.

À reportagem da CNN, Eduardo Leite, sugeriu que algumas discordâncias com Doria devem deixá-lo distante da campanha do adversário.

“Naturalmente, ele precisará se cercar de quem tenha melhor sinergia com ele”, respondeu. 

Apesar de negar ter feito convite a Leite, João Doria disse que o governador gaúcho terá espaço de protagonismo na campanha.

Doria explicou que jamais chamaria Leite para coordenador de campanha porque precisa de alguém que esteja fisicamente próximo a ele.

A conversa entre os correligionários ficou para próxima semana – quando Doria retornar de uma viagem aos Estados Unidos. Leite, no entanto, não demonstra muita disponibilidade em aceitar qualquer convite do governador paulista. E atribuiu a possível negativa a diferenças explicitadas na disputada pelas prévias.

“Conversarei com ele possivelmente na próxima semana. Mas, pelo que as prévias indicaram temos – além de estilos diferentes – métodos de campanha bem distintos”.

A resposta de Leite sinaliza uma ferida aberta no partido após as diversas trocas de farpas entre os dois candidatos durante as prévias.

Apoiadores de Leite denunciaram o PSDB-SP por 92 prefeitos e vice-prefeitos do estado de São Paulo fora do prazo estabelecido pelo partido.

A Executiva Nacional suspendeu a participação dos recém-filiados. Em contrapartida, na reta final da disputa, Eduardo Leite foi acusado de operar pelo governo federal para adiar a vacinação em SP, repassando por telefone, um apelo do ministro Luiz Ramos a Doria.

A época, Leite admitiu o telefonema, mas disse que cumpriu a praxe e que havia dado razão a Doria para dar início a vacinação.

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