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Mata de São João É do Povo

“Em Mata de São João o crime sexual contra criança é elevado”, afirma o delegado Euvaldo Costa

Mais de 1,6 mil crianças e adolescentes foram vítimas de abusos na Bahia nos primeiros seis meses de 2022

25/10/2022 11h13 Atualizada há 4 anos atrás
Por: Fonte: Mais Região
Keila Abreu
Keila Abreu

Mais de 1,6 mil crianças e adolescentes foram vítimas de abusos na Bahia nos primeiros seis meses de 2022, segundo Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SJDHDS) do governo estadual junto aos registros do Disque 100. Em Mata de São João, o número de crime sexual contra criança é elevado, segundo o delegado titular da 36ª DT/ Mata, Euvaldo Costa.

Em entrevista ao Programa É do Povo, na manhã desta terça-feira (25), o delegado titular falou dos registros de ocorrências sobre o crime de abuso sexual infantil na cidade. “Em Mata de São João o crime sexual contra criança é elevado. Tem aqueles crimes que a gente consegue ter conhecimento, por uma razão e por outra chega ao conhecimento do Conselho Tutelar e MP e consequentemente a gente passa a investigar. A maioria dos casos tem o resultado positivo, mas a gente esbarra na questão de quantidade elevada e também no tipo de prova que é mais difícil”, comenta Costa.

Sobre a investigação que resultou na prisão de um pai acusado de abusar sexualmente da própria filha desde os 04 anos, para Costa foi muito mais difícil para a polícia Civil, pois a prisão ocorreu fora da cidade, no município de Brejões a quase 300 km de distância. “Para chegar no resultado da prisão desse pai não foi fácil, pois você percebe que se o crime na cidade próximo a delegacia, nos bairros do Centro já não é uma tarefa fácil, imagine a 300 km de distância, onde se desloca a equipe um, duas e três vezes para fazer levantamento de área, mais ainda assim pelo tipo de ocorrência, pela gravidade que é, a gente tem esse dever de chegar ao resultado”, pontua.

Ao final do assunto, Euvaldo Costa alertou as famílias para que estejam atentas aos filhos e aos sinais que as crianças possam dar. “As vezes a criança ou a vítima não sente segurança no ambiente familiar para desabafar, ou então compartilhar esse sofrimento ou agressões dentro de casa. São muitos problemas em relação a isso. É importante que a família esteja atenta e sensível aos sinais”, destaca.

 

Assista a entrevista completa:

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