O Sindicato dos Rodoviários da Bahia planeja uma greve geral da categoria, com duração de 24 horas, caso suas reivindicações salariais não sejam cumpridas. Os trabalhadores têm levado suas pautas para discussão com a prefeitura e a concessionária desde o mês de abril, mas sem sucesso. “A gente pede desculpa porque sabe do transtorno que a ausência de ônibus pode causar, mas nós também fomos prejudicados”, declarou ao Metro1 o diretor de comunicação do sindicato, Daniel Mota.
Ainda que a possibilidade seja discutida, os trabalhadores buscam uma saída negociada para evitar a paralisação geral. O atraso na saída de 30% da frota na manhã desta quinta-feira (4) foi resultado da exaustão dos rodoviários na tentativa de fechar o acordo, explicou Mota. “A gente acredita na negociação, mas se as discussão não for para frente faremos uma série de paralisações até a greve geral”, afirmou.
Na pauta do sindicato está o reajuste salarial em 10%, o aumento do ticket alimentação e a compensação das horas extras em pagamento no final do mês. Outra questão para a categoria é a possibilidade de demissão em massa dos cobradores, que segundo o sindicato, foi aventado pelo prefeito Bruno Reis (União) junto a empresários. A decisão resultaria em cerca de 4 mil demissões.
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