A secretária de Saúde de Mata de São João, Tatiane Rebouças, não poupou críticas ao modelo de regulação praticado pelo governo da Bahia. De acordo com a gestora da pasta, a secretaria tem feito além, com atendimentos especializados, estrutura preparada com equipamentos e especialistas para realizar consultas e cirurgias, diminuindo o número de pacientes que precisariam ser regulados.
“Hoje, o hospital esta regulando menos 2% dos pacientes que chegam a nossa rede. Porque tem uma tomografia que conseguimos diagnosticar o paciente dentro da unidade sem precisar fazer transferência. Nós temos 15 especialidades, que nos permite, senão no mesmo dia, mais no dia seguinte ou na mesma semana, a fazer um atendimento com neurologista, psiquiatra, e mesmo assim quando se tem um estado crítico, que a gente busca a regulação, a gente ouve que não tem vaga... A gente tem um problema muito grande: não tem vaga para criança e idoso não é prioridade, a gente sempre ouve isso da regulação”, confessa.
Rebouças lembra, que na semana passada que uma criança que estava internada no Hospital Eurico Goulart de Freitas, e a equipe médica da unidade reabilitou a criança, mas a vaga da regulação não chegou. “Essa criança saiu de alta, porque nós reabilitamos a criança, pois a vaga da regulação não aconteceu. As vezes as pessoas falam assim: ... ahh que João Gualberto é muito exagerado, faz obras demais, compra equipamentos que não precisariam, que o município não precisa ter, fora do porte, só que se ele não fizesse isso não salvaríamos as vidas que a gente tem. Não temos UTI mãos, temos equipamentos que conseguimos montar uma estrutura para dar um suporte aquela criança naquele momento”, explica.
Na avaliação da secretária, Mata de São João tem realizado um bom trabalho na saúde. “A Bahia tem vivido momentos muito difíceis com relação a regulação e atendimento das demandas. Em Mata de São João nós fazemos mais que o nosso dever de casa. A tem um hospital municipal com a maternidade, realizamos cirurgias, temos plantonistas 24h nas especialidades de obstetrícia, pediatria, clínicos, anestesia para qualquer situação a intercorrência dentro do nosso porte para que a gente possa atender. Temos duas unidades do SAMU, um Pronto Atendimento, 15 Postos de Saúde da Família com cobertura de 100% e ainda sim o prefeito planeja construir mais postos, Centro Especializado de Odontologia, CAPS, ou seja, fazemos o dever de casa”, ressalta.
Para Rebouças uma solução seria ampliar leitos de UTI no Estado através da rede privada. "O Estado poderia comprar os leitos a rede privada como estruturar espaços. Por quê que na pandemia foi possível ?, por quê ampliamos tantos serviços ?, contratou hospital particular, montou hospitais, pegou prédios do zero e montou hospitais, cadê todo esse arcabouço que entrou? Ai a gente ver o governador fazer um balanço dos primeiros 100 dias dele dizendo que a regulação tá difícil mesmo e que daqui para o ano que vem vão tentar resolver", dispara Tatiane Rebouças.
Assista ao trecho da entrevista:
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