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"Não só Mata, mas toda Bahia sofre com a fila da regulação do Estado", dispara Gualberto

Gestor disse que solicitou apoio a um deputado para o caso da professora Valdecir

30/06/2023 06h30 Atualizada há 3 anos atrás
Por: Redação Fonte: Mais Região
Arquivo Mais Região
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O prefeito João Gualberto (PSDB) voltou a criticar a longa espera na fila da regulação do Estado, em virtude da repercussão do caso de uma professora do município que aguarda transferência para uma unidade da rede pública estadual. Hospitalizada no Hospital Municipal Dr. Eurico Goulart de Freitas, Valdecir Conceição sofreu uma atelectasia pulmonar e precisa com urgência fazer um exame chamado gasometria. 

“A inoperância do Governo do Estado com relação à regulação só faz piorar o sofrimento do povo baiano. O município faz a sua parte equipando e modernizando o nosso hospital e postos de Saúde, mas o Estado não faz o dele nos casos de média e alta complexidade, como é o caso da professora Valdecir. Não é possível que tenhamos que nos acostumar com a fila perversa da regulação”, disse Gualberto. 

Ao Mais Região, Gualberto disse que solicitou ao deputado Estadual Tiago Correia (PSDB) que cobrasse a Secretaria de Saude do Estado (Sesab) atenção ao caso da professora.

O Mais Região apurou que o número de processos movidos contra o governo estadual por questões relacionadas à regulação vem crescendo a cada ano. No ano passado, o jornal CORREIO fez um levantamento através de dados obtidos no Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), e os números mostraram crescimento de 363% nos últimos dois anos. 

Os processos são resultado de casos na esteira da fila de regulação do Sistema único de Saúde (SUS). Até agosto do ano passado, a Central Estadual de Regulação (CER) possuía cerca de 1.100 solicitações diárias que incluíam avaliações com especialistas, exames, procedimentos cirúrgicos e vagas na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), afirmou na época a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab). 

Modelo de regulação do Estado foi alvo de crítica da secretária de Saúde de Mata de São João

No mês passado, durante entrevista ao Programa É do Povo, a secretária de Saúde de Mata de São João, Tatiane Rebouças, não poupou críticas ao modelo de regulação praticado pelo governo da Bahia. De acordo com a gestora da pasta, a secretaria tem feito além, com atendimentos especializados, estrutura preparada com equipamentos e especialistas para realizar consultas e cirurgias, diminuindo o número de pacientes que precisariam ser regulados.

“Hoje, o hospital esta regulando menos 2% dos pacientes que chegam a nossa rede. Porque tem uma tomografia que conseguimos diagnosticar o paciente dentro da unidade sem precisar fazer transferência. Nós temos 15 especialidades, que nos permite, senão no mesmo dia, mais no dia seguinte ou na mesma semana, a fazer um atendimento com neurologista, psiquiatra, e mesmo assim quando se tem um estado crítico, que a gente busca a regulação, a gente ouve que não tem vaga... A gente tem um problema muito grande: não tem vaga para criança e idoso não é prioridade, a gente sempre ouve isso da regulação”, confessa.

Rebouças lembrou na ocasião o caso de uma criança que estava internada no Hospital Eurico Goulart de Freitas, e a equipe médica da unidade reabilitou a criança, mas a vaga da regulação não chegou. “Essa criança saiu de alta, porque nós reabilitamos a criança, pois a vaga da regulação não aconteceu. As vezes as pessoas falam assim: ... ahh que João Gualberto é muito exagerado, faz obras demais, compra equipamentos que não precisariam, que o município não precisa ter, fora do porte, só que se ele não fizesse isso não salvaríamos as vidas que a gente tem. Não temos UTI mãos, temos equipamentos que conseguimos montar uma estrutura para dar um suporte aquela criança naquele momento”, explica.

Para Rebouças uma solução seria ampliar leitos de UTI no Estado através da rede privada. "O Estado poderia comprar os leitos a rede privada como estruturar espaços. Por quê que na pandemia foi possível ?, por quê ampliamos tantos serviços ?, contratou hospital particular, montou hospitais, pegou prédios do zero e montou hospitais, cadê todo esse arcabouço que entrou? Ai a gente ver o governador fazer um balanço dos primeiros 100 dias dele dizendo que a regulação tá difícil mesmo e que daqui para o ano que vem vão tentar resolver", dispara Tatiane Rebouças.

 

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