O Flamengo optou por demitir o preparador físico Pablo Fernández, que deu um soco no atacante Pedro no último sábado (29), no vestiário da Arena Independência, em Belo Horizonte. O clube chegou a cogitar uma demissão em massa da equipe técnica após o episódio, mas acabou optando pela permanência de parte do grupo, inclusive o técnico Jorge Sampaoli. As decisões foram comunicadas na noite de domingo (30).
A diretoria avaliou como positivo o trabalho que Sampaoli vem realizando no time e parte dos atletas sinalizaram que não viam problema em mantê-lo. O treinador vai comandar um treino na manhã desta segunda-feira (31).
Continua na equipe o preparador Marcos Fernández, que é filho de Pablo. Além dele, foram mantidos o coordenador Gabriel Andreata, os auxiliares Cristian Roberto Aran e Diogo Meschine e o analista de desempenho Ezequiel Scher.
Segundo o portal Uol, o nome de Rogério Ceni chegou a ser sugerido como opção para substituir Sampaoli antes da cúpula do clube bater o martelo sobre a permanência do técnico. O argentino se posicionou sobre o episódio, afirmando que era preciso união na equipe.
"Eu sou o condutor desta equipe. Me dói muito quando dois colegas de trabalho brigam. Mais do que a violência. Os treinadores não se dedicam apenas à tática e à preparação dos futebolistas. Acima de tudo, trabalhamos para gerir grupos. Tentamos melhorar e cuidar das pessoas", apontou, em outro momento.
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