O DJ Alok apareceu chorando em um vídeo publicado no Instagram na manhã desta terça-feira (10). Ele comentou sobre o conflito entre o governo israelense e o grupo Hamas, e como o seu pai, Juarez Petrillo, ficou entre o fogo cruzado por lá.
O músico surgiu bastante abatido e comentou que foi difícil gravar o vídeo, mas necessário para explicar a situação.
"Não vai ser fácil gravar esse vídeo. O mundo inteiro está acompanhando com profunda dor e tristeza os ataques terroristas covardes que aconteceram em diversas regiões do sul de Israel. Foi o ataque mais orquestrado e mais letal da história. O sistema de segurança de Israel não conseguiu identificar a tempo", disse.
Alok, então, relatou que o pai estava na rave Universo Paralello - que tem uma edição realizada na Bahia desde os anos 2000 -, quando 260 pessoas foram mortas.
Universo Paralello: rave atacada em Israel pelo Hamas é realizada na Bahia desde 2000
"Meu pai estava no evento, ele estava prestes a se apresentar quando começou a ter um bombardeio ali. O evento foi interrompido, e a polícia começou a evacuar, todo mundo saiu correndo. Meu pai também saiu correndo. Ele conseguiu entrar num carro e sair de lá. O carro de trás, que estava um conhecido dele, foi baleado. Meu pai conseguiu se abrigar num bunker e ficou seguro lá".
Ainda na conversa, o artista explicou que o pai é o idealizador do Universo Paralelo, mas licenciou os direitos da identidade visual e do uso da marca do festival para diversos países, inclusive, para Israel, onde ocorreu a primeira edição.
Na festa eletrônica de lá, Juarez foi apenas como contratado para tocar, e só soube que estava entre os desaparecidos após o conflito quando viu as notícias na internet.
"Eu já saí de casa faz mais de 15 anos. Infelizmente, tenho pouco convívio com meu pai. Meu pai toca também, é DJ, então está sempre viajando pelo mundo, eu também. Ele não sabe onde eu estou, também não sei onde ele está. Eu descobri que ele estava lá através da internet", explicou.
Mesmo longe do convívio com o pai, ele recebeu informações sobre a saúde e segurança de Juarez. "Tudo o que eu quero agora é poder abraçar ele, acolher ele. Mas, infelizmente, muitas pessoas não vão poder fazer isso".
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