O passaporte da cantora Joelma foi bloqueado a pedido do juiz Gustavo Augusto Pires de Oliveira, da 11ª Vara do Trabalho do Recife, no bojo de uma ação trabalhista em que ela e a empresa que mantinha com o ex-marido, o guitarrista Ximbinha, foram condenadas ao pagamento de mais de R$ 1 milhão a um ex-empresário da banda Calypso.
A defesa da artista foi intimada do despacho nesta quarta-feira (20) e vai entrar com um habeas corpus em seu benefício. Os advogados de Joelma avaliam que a ordem do magistrado "viola o direito constitucional de ir e vir, assim como de exercer sua profissão", considerando que, no momento, a cantora está no exterior a trabalho.
Em 2021, o valor do processo foi calculado em R$ 843 mil. Hoje já passa de R$ 1 milhão. Para tentar angariar o montante, a Justiça do Trabalho determinou até o bloqueio de valores que seriam pagos a Joelma como cachês de shows. Foi o que aconteceu com pagamento de R$ 125 mil que seria feito à cantora pelo município de Caruaru (PE), e que acabou penhorado.
Ao determinar o bloqueio do passaporte de Joelma, o juiz Gustavo Augusto Pires de Oliveira citou "frustação reiterada" de medidas tomadas pelo juízo para executar a condenação imposta à cantora. Segundo ele, foram realizadas buscas em uma série de banco de dados e "apenas encontrados imóveis com diversas restrições judiciais".
"A despeito da não localização de qualquer bem disponível, de forma pública e notória, a executada Joelma da Silva Mendes continua a celebrar contratos e realizar shows pelo país, utilizando-se de empresa da própria filha para encobrir os pagamentos", anotou o juiz. Em sua avaliação, a conduta da cantora "revela total descompromisso com a cooperação".
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