O casamento do técnico de enfermagem Guilherme Maia, 25 anos, foi remarcado para maio. Na manhã de sábado (13), ele foi sequestrado quando voltava de um plantão de 12h em um hospital. Faltava menos de uma semana para a cerimônia, marcada para quinta (18). Ele entrou em um veículo clandestino, conhecido como “ligeirinho”, na saída da estação de metrô do Aeroporto e acabou sendo agredido e roubado. Foram três dias desaparecido. O jovem ainda está com o corpo dolorido, o pé machucado, perdeu um dente e teve o celular e o salário roubados. Ele fará terapia para lidar com o trauma.
No domingo (21), a comunidade da Fazenda Grande do Retiro, onde ele mora, fará um culto, às 14h, para agradecer pela vida de Guilherme. A mãe dele, Cátia Maia, contou que apesar do susto, o jovem está consciente e se recuperando bem.
“Ele ainda está com o corpo todo dolorido e fica o trauma psicológico, mas, na medida do possível, está bem. Levaram o celular dele, bens materiais e acreditamos que sequestraram para isso. Depois, doparam ele e deixaram meu filho no meio do mato. Quando acordou, ele procurou pela mochila, mas os bandidos já tinham levado”, contou a mãe do técnico de enfermagem.
Guilherme trabalha em dois hospitais e estava voltando de um plantão. Ele estava aguardando por um ônibus, mas o coletivo demorou e, por isso, optou pelo transporte clandestino. O motorista cobrou R$ 5 pela corrida e logo após o técnico de enfermagem entrar no carro, ele deu início a viagem.
O jovem achou estranho, porque geralmente veículos clandestinos aguardam mais passageiros antes de iniciar a corrida, e questionou o motorista. O homem respondeu que pegaria outras pessoas em pontos de ônibus mais à frente, porém, apenas um homem embarcou depois dessa conversa, e era um bandido.
O criminoso estava armado, encostou o cano do revólver na cintura de Guilherme e deu ordens ao motorista. A partir daí as lembranças do técnico de enfermagem são fragmentadas. Ele recorda que ficou sob o poder dos criminosos e que foi dopado, e que os homens foram violentos. Enquanto os dias passavam, a família dele fazia apelo na imprensa e distribuía cartazes à procura do jovem.
Guilherme foi encontrado três dias depois caminhando às margens da BA-535, desorientado e bastante machucado. Testemunhas avisaram à Polícia Rodoviária Estadual (PRE) e uma viatura encontrou e levou o jovem para passar por atendimento médico. Ele teve ferimentos na gengiva, perdeu um dente, está com o pé machucado e ainda sente dor pelo corpo.
Procurada, a Polícia Civil informou que as investigações seguem em curso e que detalhes não estão sendo divulgados para não atrapalhar a conclusão do inquérito.
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