Comumente marcado como Dia do Trabalho, o dia 1º de março ganhou um significado triste e de saudade desde 1994. Em um domingo daquele ano morreu o tricampeão mundial de Fórmula 1 Ayrton Senna da Silva, poucas horas depois de sofrer um acidente com sua Williams na curva Tamburello, no circuito de Ímola, na sétima volta do Grande Prêmio de San Marino. Neste ano a morte do piloto brasileiro Ayrton Senna completa 30 anos numa quarta-feira, 1º, de feriado.
O brasileiro liderava em San Marino, que sediava a terceira etapa da temporada, e buscava os primeiros pontos no Mundial, após abandonos nos GPs do Brasil e do Pacífico. O alemão Michael Schumacher, então na Benneton, estava logo atrás, quando Senna passou direto na fatídica Tamburello, atravessou a área de escape e se chocou com o muro de proteção a mais de 200 km/h.
Era 9h13 no horário de Brasília e Senna só começou a receber atendimento médico dois minutos e meio depois da colisão. A transferência para um hospital, em um helicóptero, aconteceu 17 minutos depois. Com o impacto, uma peça da suspensão dianteira saiu contra o capacete do piloto brasileiro, provocando danos cerebrais. Horas depois, às 13h40 de Brasília, o o coração de Senna parou de bater definitivamente.
"Neste momento, a médica María Teresa Fiandri comunica a todos os jornalistas aqui do hospital Maggiore, de Bolonha, que Ayrton Senna da Silva está morto. Morreu Ayrton Senna da Silva. É o comunicado oficial do hospital Maggiore, de Bolonha. Morreu Ayrton Senna da Silva. Uma notícia que a gente nunca gostaria de dar", relatou Roberto Cabrini, em plantão na "TV Globo", emissora que detém até hoje os direitos de transmissão da Fórmula 1 no Brasil.
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