Segundo dados divulgados pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), nesta quinta-feira (16), apenas 13,6% dos magistrados brasileiros se autodeclaram pretos ou pardos, número inferior ao apurado no estudo de 2023, que era 14,5%.
Já a representatividade feminina na magistratura é de 38,7%, mesmo patamar registrado em um estudo divulgado em 2019. Os dados fazem parte de um mapeamento do perfil funcional dos magistrados e servidores do Poder Judiciário do Brasil lançado pelo CNJ, em Brasília.
Ao todo, o país conta com 18.424 juízes e desembargadores. Segundo o jornal O Globo, o presidente do CNJ e do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luís Roberto Barroso, o judiciário tem implementado medidas para reverter esses números.
"De fato, a demografia da magistratura não corresponde à demografia da sociedade brasileira. Isso não é só um problema do Judiciário, não. Do Legislativo, também não reflete a realidade e do Executivo, tampouco. Nós estamos tomando as providências possíveis", afirmou.
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