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"Meu pai amava muito a Bahia", diz filha de Dominguinhos

Cantora se apresenta neste domingo, 16, em concerto especial da OSBA que homenageia seu pai

15/06/2024 08h44
Por: Redação Fonte: A Tarde
Reprodução
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Mestre do forró, com sua sanfona mágica e alma nordestina, Dominguinhos eternizou a tradição e emoção do gênero, encantando gerações com sua genialidade musical. Sua filha, que foi backing vocal da banda do forrozeiro, segue os passos do pai, levando adiante o legado artístico e cultural que ele construiu.

Com 25 anos de carreira, Liv Moraes tem alguns compromissos na Bahia, neste São João. Neste domingo, 16, ela se apresenta no show especial “Um Domingo para Dominguinhos”, com a Orquestra Sinfônica da Bahia (OSBA).

Durante o mês, ela se apresenta também em Vitória da Conquista, Guanambi, Tremedal, Barro Preto e, por fim, Santa Cruz da Vitória. Recentemente, Liv lançou dois discos, tendo o forró como pilar de seu trabalho.

Ela conta que a cada show, se alimenta do amor do público, o que ajuda a superar a falta que o pai faz.

"Eu acho que é tão bom receber esse amor das pessoas...Tanto na hora do show, mas também depois, falando com as pessoas, é muito amor. Isso move a gente, transforma, cura".

Dominguinhos, segundo sua filha, era apaixonado pelo público baiano. "Eu estou maravilhada de estar aqui nessa cidade. Meu pai gostava muito desse público maravilhoso".

Liv conta que, apesar de ter espaço para todo mundo, é preciso cautela para que o forró siga sendo protagonista do São João.

Ela avalia ainda que há diversos novos nomes surgindo no gênero musical, o que deve ser valorizado na manutenção da tradição.

"A nossa música é rica, é típica. São João é família, arrasta-pé, fogueira, comidas, e eu acho muito legal a gente continuar também isso, para as crianças poderem conhecer. É muito importante a gente manter a nossa tradição também para que ela permaneça viva no coração de todo mundo de agora e da geração que está chegando".

Liv celebra a alta do consumo de forró em plataformas de streaming de música. "A nossa música é muito linda. Então, acho que tem que mais é que tocar. E é uma música atemporal, a gente nunca cansa de ouvir. E tem tanta coisa nova. Meu pai mesmo tem mais de 700 músicas. Então, tem muita coisa que o grande público não conhece que precisa conhecer".

Além do período junino, o forró se mantém vivo em outras épocas e o público também segue consumindo o ritmo.

"Onde a gente vai levando forró, a gente vai levando alegria e o público, sempre receptivo. Eu acho que tanto no Sudeste, que tem uma parte muito forte também, como no Nordeste, a gente é recebido com muito calor, muito amor, muita dança, muita alegria".

“Um Domingo para Dominguinhos”

Para o show deste domingo, Liv promete uma homenagem inesquecível para o pai. "Tantos arranjos lindos que eles fizeram, as músicas do meu pai, dos seus parceiros maravilhosos... Estou muito feliz de poder fazer parte. A gente está ensaiando clássicos que vocês conhecem muito, todos vão cantar com a gente. Está lindo demais", vibra.

Carlos Prazeres, maestro da OSBA, considera que Dominguinhos virou a música clássica do forró brasileiro. Ele diz que o convite a Liv surgiu para aproximar a família, como ocorreu em outros concertos, e demonstrar a imortalidade do artista e da obra

"Dominguinhos realmente mostra para a gente uma música muito única, muito incrível, como o Luiz Gonzaga. Eu acho que ele seria uma das partes da Santíssima Trindade do Forró. Chamar a Liv Moraes teve muito dessa questão dos últimos concertos", afirma ele, que cita os concertos que homenagearam e tiveram as presenças de Chico Buarque e Caetano Veloso.

O músico celebra ainda os projetos São João Sinfônico e Baile Concerto e avalia que as peças mostram que uma orquestra pode ser conectada com a sua cultura e sociedade.

"Essa vontade de uma orquestra pertencer ao seu público, gerar uma sensação de pertencimento ao seu público, é muito próprio da Orquestra Sinfônica da Bahia, é muito próprio da minha maneira de pensar, e eu acredito que isso é o diferencial da gente", diz.

Prazeres considera que o esgotamento dos ingressos em quatro dias de venda mostra que a orquestra está agradando.

"Mostra que a gente está trilhando um caminho positivo, inclusive para a música de concerto. Porque essas pessoas que vêm aqui, são as pessoas que vão lotar depois o nosso Bruckner, e que vão lotar o nosso Brahms, o nosso Mozart. E que fazem, por exemplo, do concerto de abertura da Oswald esse ano, uma sinfonia de Bruckner numa igreja, sem solista, três dias de chuva ininterrupta, frio, BAVI no mesmo dia, um concerto absolutamente lotado, o público nem batia palma entre os movimentos"

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