Em um jogo casado com o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), a bancada evangélica indicou que irá recuar do discurso em favor de uma votação rápida do projeto que equipara o aborto ao crime de homicídio.
A tendência, segundo relataram ao blog fontes próximas às negociações, já está consolidada nos bastidores e deve ser referendada na reunião de líderes prevista para ocorrer amanhã.
Em um aceno à ala conservadora da Câmara, Lira amarrou o acordo que permitiu aprovar a urgência do texto. O movimento teve aval inclusive de partidos de esquerda, entre eles o PT, como informou o blog na semana passada. Mas Lira comprometeu-se a jogar para frente a apreciação do mérito.
Se tudo correr como previsto, o assunto deve ir para a gaveta pelo menos até depois das eleições.
Aprovada com aval velado do governo, a urgência do projeto provocou forte repercussão na base de apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
De início, líderes do governo e do PT se mantiveram em silêncio sobre o assunto, embalados pelo acordo selado com Lira. Mas, diante das fortes críticas ao texto, se viram obrigados a se manifestar contra a proposta.
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