Sete meses após arrematar o prédio onde ficava o Bahia Othon Palace, a incorporadora Moura Dubeux recebeu a licença ambiental da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano (Sedur), que garante que há condições ambientais ideais para que a demolição parcial aconteça. A autorização foi publicada no Diário Oficial do Município (DOM) na sexta-feira da semana passada.
Isso quer dizer que a construtora respeitará e garantirá as condições ambientais para a demolição. Por exemplo, se para a destruição dos anexos for preciso derrubar 100 árvores, a empresa deve atestar que plantará novamente essa mesma quantidade.
A licença é um passo importante para a autorização da demolição de parte da estrutura do Othon. É a primeira etapa das obras que transformarão o antigo hotel em um edifício residencial. De acordo com a Sedur, o processo de demolição parcial ainda está em análise conclusiva pelos técnicos do órgão.
A autorização para o início das obras envolve requisitos como apresentação de projeto, esclarecimento de como será feita a demolição e para onde serão destinados os entulhos.
A demolição incluirá os anexos do empreendimento, como a piscina. No caso da torre principal, a incorporadora ressaltou que não haverá demolição, e sim um retrofit. Ou seja: o prédio será mantido, mas passará por uma revitalização, de modo a adaptar o prédio às necessidades atuais.
Com a modernização, a torre principal contemplará estúdios, apartamentos quarto e sala, e de dois quartos, salas comerciais, lojas e restaurantes. Em nota, a Moura Dubeux afirmou que "grande parte do empreendimento também estará voltada para hospedagem, o que contribuirá para o turismo da cidade".
O hotel funcionou naquele ponto da Avenida Oceânica por 43 anos e era uma das estadias cinco estrelas da capital baiana, com 301 apartamentos e cerca de 240 funcionários. Em novembro de 2018, encerrou as atividades por conta de dívidas trabalhistas e administrativas, com as quais a Rede de Hotéis Othon (HOSA) não conseguia arcar.
O terreno foi arrematado por R$82,6 milhões em um leilão realizado no fim do ano passado. Incluindo impostos, taxas e dívidas, o valor total alcançou os R$109 milhões.
O lance mínimo foi de R$82 milhões, valor apresentado justamente pela Moura Dubeux, que fez uma proposta à HOSA antes do leilão ser determinado pelo júri trabalhista do Rio de Janeiro. Como a rede já estava em recuperação judicial, porém, tudo relacionado aos bens da empresa precisavam passar pelo júri.
O projeto de lançar um edifício residencial no lugar onde ficava o Othon foi divulgado ainda em dezembro, poucos dias após o leilão.
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