Com votos contrários da oposição, a Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) aprovou nesta terça-feira (20) o projeto de lei que autoriza o governo estadual a utilizar 5% do crédito do Fundo de Participação do Estado (FPE) como garantia ao estado do Mato Grosso para assegurar o pagamento pela compra dos vagões do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT).
Em julho deste ano, o governador Jerônimo Rodrigues (PT) assinou um acordo com Mauro Mendes, gestor do estado do Mato Grosso, para a aquisição de 40 trens do VLT. O modal é uma promessa do governo baiano desde que os trens do Subúrbio Ferroviário de Salvador foram desativados, em fevereiro de 2021. O projeto já custou mais de R$ 60 milhões aos cofres públicos, 140% a mais que o valor orçado inicialmente para a construção.
Os trens de Cuiabá foram adquiridos em maio de 2012, na gestão do então governador Silval Barbosa, com a entrega prevista para antes da Copa do Mundo de 2014. Mais de uma década e R$1 bilhão de investimento depois, porém, o modal nunca se tornou realidade na capital do Mato Grosso.
Em Salvador, o início das obras do VLT foi autorizado no dia 14 de junho. Serão 36,4 km de extensão, com 34 paradas e previsão é de que ele esteja completamente pronto em outubro de 2027, segundo a gestão petista. O primeiro trecho tem previsão de ser entregue em 2026.
Lançado em dezembro de 2023 pela Companhia de Transportes do estado da Bahia (CTB), por meio da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Urbano (Sedur), o edital do VLT abrange três trechos: Ilha de São João a Calçada, Paripe a Águas Claras, e Águas Claras a Piatã.
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