A Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) divulgou, nesta segunda-feira (16), o resultado das operações de janeiro a setembro de 2024. O balanço aponta que foram realizadas 12 mil prisões, 78 lideres de facção foram detidos, e mais de 3 mil armas de fogo, entre elas 55 fuzis, foram apreendidas.
A divulgação dos números aconteceu em uma coletiva de imprensa, no Centro de Operações e Inteligência (COI) da SSP, no Centro Administrativo da Bahia (CAB), em Salvador.
Segundo a pasta, o número total de armas apreendidas (fuzis, carabinas, submetralhadoras, espingardas, pistolas e revólveres) apresentou um aumento de 7%, na comparação com o mesmo período do ano passado.
A SSP-BA apontou que, em número absolutos, as polícias retiraram das ruas 3.971 armas de fogo este ano, enquanto no mesmo período do ano passado o número foi de 3.710 armas.
Entre as lideranças encontradas, 24 foram localizados em outros estados e 16 faziam parte do Baralho do Crime.
O Baralho do Crime é um catálogo que reúne informações dos foragidos mais perigosos da Bahia, como nome, apelido, área de atuação, além da foto. A divulgação tem o objetivo de contar com a ajuda de denúncias anônimas que possam colaborar na localização dos criminosos.
A Secretaria de Segurança ainda apontou que entre janeiro e agosto, 6,8 toneladas de drogas foram apreendidas, 15 laboratórios foram desarticulados e 343 mil pés de maconha foram destruídos.
Segundo Marcelo Werner, titular da SSP-BA, a Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Desarme), unidade criada pela Polícia Civil, vai investigar a origem, rotas e comércio ilegal de armas no estado.
"Se houver algum desvio, vamos fortalecer as investigações. Sabemos que as facções criminosas vem violentando através desse enfrentamento que eles fazem ao poder público e a gente precisa ter ação de prevenção e enfrentamento, se necessário", disse o secretário.
Apesar dos resultados positivos, a SSP-BA enfrenta desafios. Segundo dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), a Bahia registrou o maior número de homicídios intencionais no primeiro semestre de 2024, com 2.087 casos. O Atlas da Violência, divulgado em junho, indicou que cinco das cidades mais violentas do país são baianas: Santo Antônio de Jesus, Jequié, Simões Filho, Camaçari e Juazeiro.
Em resposta às críticas sobre a alta criminalidade, o secretário de Segurança Pública, Marcelo Werner, enfatizou a importância de medidas mais duras por parte do sistema judiciário e destacou o aumento do efetivo policial com sete mil novas contratações entre 2023 e 2024. Além disso, ele ressaltou que o crime organizado é um problema nacional e que o uso da tecnologia e ações integradas são essenciais no combate a essas facções.
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