Mais de quatro anos após a morte de Ludmila Aragão Campos, em Aratuba, na Ilha de Itaparica, Charles Adamo Jesus de Araújo foi condenado a 20 anos e quatro meses de prisão. O julgamento aconteceu no Fórum de Mar Grande, na terça-feira (10), e terminou após 11 horas de sessão. Ele matou e carbonizou a vítima, que foi encontrada dentro do seu próprio carro após ficar desaparecida. A casa dela também foi incendiada.
A pena deverá ser cumprida em regime fechado. Charles Araújo foi condenado pelos crimes de homicídio qualificado, destruição de cadáver e incêndio. Foram consideradas como qualificadoras: motivo torpe, emprego de fogo e feminicídio.
O julgamento estava marcado para começar às 8h, mas teve atraso de duas horas. A defesa de Charles Araújo contestou provas apresentadas pela família da vítima. Após analisar o pedido, a juíza Alcina Mariana da Silva Goes Martins validou as provas anexadas no processo.
O corpo de Ludmila Aragão foi encontrado carbonizado, dentro de seu automóvel, no dia 28 de janeiro de 2020. O carro estava às margens da BR-110, em São Sebastião do Passé. Ela era considerada desparecida desde que sua casa havia sido incendiada, dias antes, em Aratuba.
Charles Araújo ficou um ano foragido e foi preso em agosto de 2021, em Juazeiro, quando se preparava para fugir da cidade. Ele e a vítima viviam um relacionamento abusivo. Segundo as investigações, Ludmila temia romper com o agressor. A polícia também pontou que Charles já havia ameaçado de morte uma ex-companheira, em Salvador
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