Essa decisão pode gerar resistência no setor farmacêutico, devido ao seu impacto nas vendas dos medicamentos, de acordo com especialistas.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) avalia implementar normas mais rigorosas para a venda de medicamentos análogos ao GLP-1, a exemplo do Ozempic e Wegovy, que são utilizados para tratamento de diabetes tipo 2 e obesidade.
Classificados como de tarja vermelha, os medicamentos exigem prescrição médica para serem comprados. Contudo, estão sendo adquiridos de maneira indiscriminada devido à falta de mecanismos mais rígidos, como a retenção da receita. A Anvisa apontou indícios de que esses medicamentos estão sendo comprados com pouca ou nenhuma exigência, violando, assim, a Lei 5.991, de 1973.
O tema foi discutido durante uma audiência pública em 11 de dezembro. Na ocasião, a Anvisa esteve presente. O projeto determina que a venda desses medicamentos passe a exigir prescrição médica e retenção da receita.
Bruno Halpern, presidente da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica destacou que o uso inadequado do Ozempic para fins estéticos pode provocar problemas graves, como pancreatite. “Confunde-se o tratamento da obesidade com o desejo social de emagrecer. Então, muita gente, ao falar de remédios para emagrecer, pensa naquela pessoa magra que quer perder 4 ou 5 quilos para ir à praia, quando na verdade, esses remédios são usados para tratar uma doença crônica”, explicou Bruno.
Essa decisão pode gerar resistência no setor farmacêutico, devido ao seu impacto nas vendas dos medicamentos, de acordo com especialistas.
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