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Geral Operação Overclean

PF preso em operação atuou como superintendente em governo Rui Costa

De acordo com fontes da PF, agente teria fornecido informações privilegiadas ao grupo criminoso e recebia pagamentos mensais

23/12/2024 11h38 Atualizada há 2 anos atrás
Por: Redação Fonte: Correio 24h
Marina Silva/CORREIO
Marina Silva/CORREIO

O policial federal Rogério Magno Almeida Medeiros foi um dos presos na Operação Overclean na manhã desta segunda-feira (23/12). Ele atuou como superintendente de Inteligência da Secretaria de Segurança Pública (SSP), no governo de Rui Costa. Na ocasião, a pasta era comandada por Maurício Barbosa, secretário denunciado na Operação Faroeste sob acusação de operar um esquema de grampos ilegais e espionagem contra adversários.

Articulada em ação conjunta entre o Ministério Público Federal e a PF, a segunda fase da Overclean tem o objetivo de desarticular organização criminosa suspeita de atuar em fraudes licitatórias, desvio de recursos públicos, corrupção e lavagem de dinheiro. De acordo com fontes da PF , o agente teria fornecido informações privilegiadas ao grupo criminoso e recebia pagamentos mensais pela função de vazamento de dados confidenciais sobre as investigações. Também teria recebido serviços pessoais pagos pelos líderes das organizações. Rogério chegou à sede da PF em Água de Meninos, na capital baiana, no banco detrás de uma viatura.

Advogado do Sindicato dos Policiais Federais da Bahia, Alberto Carvalho, informou que ainda não teve acesso ao processo. "Agora é esperar a audiência de custódia, para saber o que de fato aconteceu. Ele foi preso na operação, mas ele não sabe o que está acontecendo", disse. Magno passará por audiência de custódia ainda nesta segunda-feira.

Além dele, foi preso o vice-prefeito de Lauro de Freitas, responsável pelo fundo municipal de saúde. Segundo as investigações, ele teria recebido pagamentos mensais e teve dívidas pessoais pegas pela organização criminosa, utilizando contratos fraudulentos firmados com a empresa PAP Saúde Ambiental Ltda. O ex-prefeito de Santa Cruz da Vitória foi outro que teve o mandando de prisão cumprido. A quarta prisão preventiva foi realizada em Vitória da Conquista.

Estão sendo cumpridos, nas cidades de Brasília, Salvador, Lauro de Freitas e Vitória da Conquista, 10 mandados de busca e apreensão, quatro mandados de prisão preventiva, uma ordem de afastamento cautelar de um servidor público de suas funções, além de medidas de sequestro de bens.

Além disso, nesta fase foi determinado o sequestro de aproximadamente R$ 4,7 milhões, valor obtido pela organização criminosa por meio dos crimes investigados, e diversos veículos de luxo.

De acordo com as investigações, a organização criminosa é suspeita de movimentar cerca de R$ 1,4 bilhão proveniente de contratos fraudulentos e de obras superfaturadas. O grupo também contava com uma célula de apoio informacional, composta por policiais, que tinha a função de repassar informações sensíveis à organização criminosa, incluindo a identificação de agentes federais envolvidos em diligências sigilosas.

Os crimes apurados incluem corrupção ativa e passiva, peculato, fraude em licitações e contratos, lavagem de dinheiro e obstrução da justiça.

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