O advogado José Geraldo Lucas Júnior foi condenado a 15 anos e 2 meses de prisão em regime fechado pelo assassinato do barbeiro Lucas Souza de Araújo, ocorrido em janeiro de 2021, em um bar localizado no bairro do Imbuí, em Salvador. O julgamento foi realizado no Fórum Ruy Barbosa e durou dois dias, com início na manhã de quinta-feira (10), e conclusão na tarde desta sexta-feira (11), quando o júri popular decidiu pela condenação do réu.
Lucas foi morto a tiros dentro de um quiosque na Praça do Canal, na presença da esposa, do irmão e da cunhada. Testemunhas relataram que o crime teve início após uma discussão, motivada por um episódio de assédio contra a companheira da vítima. Ao tentar defender a esposa, Lucas foi atingido por disparos na cabeça e no peito, morrendo ainda no local. Toda a ação foi registrada por câmeras de segurança do estabelecimento.
O réu, que inicialmente confessou o crime e teve a prisão preventiva decretada, passou a cumprir pena em regime domiciliar, mas se tornou foragido ao descumprir as condições judiciais. Ele se apresentou à polícia quatro anos depois e foi encaminhado ao Centro de Observação Penal (COP), onde permanece preso.
Durante o julgamento, o juiz responsável pela sentença destacou os agravantes do crime e fixou a pena com base na gravidade dos atos cometidos:
"Diante do exposto e tudo mais que dos autos consta, fixo a pena base em 13 (doze) anos de reclusão, atendendo, principalmente o grau de culpabilidade do agente, motivos, circunstancias e consequências do crime, a dupla qualificação do delito e a confissão, aumentada em 1/6 (um sexto) ano em razão da qualificadora, e inexistindo outras causas de aumento ou diminuição de pena, de forma relevante e impositiva, torno definitiva a pena em 15 (quinze) anos e 02 (dois) meses de reclusão, que deverá ser inicialmente cumprida em regime fechado, atendidas as progressões e alterações na forma da lei (art. 33,§ 2º. Alínea “a” do Código Penal), atentando-se aí para a detração penal, se houver."
Além de José Geraldo, o Ministério Público também denunciou Jeã Silva dos Santos por tentativa de homicídio, já que ele estava com o réu no momento do crime. A defesa tentou sustentar a tese de legítima defesa sucessiva, mas a acusação foi mantida e seguirá em outra etapa do processo.
O corpo de Lucas Souza foi sepultado dois dias após o crime, no município de Santa Inês, interior da Bahia, onde familiares e amigos ainda clamam por justiça completa.
Barbeiro é morto a tiros
O crime aconteceu na noite de 24 de janeiro daquele ano, em um quiosque na Praça do Canal. Segundo testemunhas, a vítima estava acompanhada da esposa, do irmão e da cunhada quando o desentendimento teve início. No momento em que as mulheres se dirigiram ao banheiro, um dos envolvidos no crime teria assediado a companheira de Lucas. A vítima, ao perceber a situação, tentou confrontar os suspeitos. Nesse momento, José Geraldo teria sacado uma arma e atirado contra Lucas, atingindo-o na cabeça e no peito. O barbeiro morreu no local.
Após confessar o assassinato em interrogatório no mesmo ano, José Geraldo teve a prisão preventiva decretada, mas posteriormente obteve o direito de cumprir pena em prisão domiciliar. No entanto, tornou-se foragido ao descumprir as condições estabelecidas pela Justiça. Após passar 4 anos foragido, o acusado se apresentou novamente a polícia.
O acusado passou por exame de corpo de delito no Departamento de Polícia Técnica e, em seguida, foi encaminhado ao Centro de Observação Penal (COP), onde permaneceu preso.
As imagens do momento do crime foram registradas por câmeras de segurança do estabelecimento. O corpo de Lucas Souza foi sepultado dois dias após o crime, no município de Santa Inês, no interior da Bahia.
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