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Geral Bahia

Santo Amaro passa por reconstrução após cheia do Rio Subaé

Enchente decorrente das fortes chuvas afetou mais de 300 famílias

07/05/2025 08h45
Por: Keila Abreu Fonte: A tarde
Reprodução | Redes Sociais
Reprodução | Redes Sociais

Situada a aproximadamente 75 quilômetros de Salvador, no Recôncavo baiano, a cidade de Santo Amaro enfrentou dias devastadores devido às fortes chuvas que caíram sobre o município. Entre o fim da tarde de sexta-feira (2) e domingo (4), o intenso aguaceiro fez o Rio Subaé transbordar, invadindo as ruas, afetando mais de 300 famílias e causando altos prejuízos.

Entre sábado (3) e domingo, o prefeito Flaviano Bomfim decretou situação de emergência diante do cenário crítico. Casas, comércios e unidades de saúde foram tomados pela água, forçando pessoas a abandonarem suas residências por conta do alto risco. Em entrevista ao Portal MASSA!, o major Márcio Estrela, do 2º Batalhão de Bombeiros Militar, informou que cerca de 11 bairros foram atingidos pela enchente.

“Esse grande volume de água chegou na madrugada e durante o dia de sábado e domingo o trabalho foi focado em retirar as pessoas das casas que estavam ilhadas. Também foi preciso convencer quem estava resistente a sair, por conta do risco de desabamento, já que muitas estruturas ficaram fragilizadas com a enchente”, disse.

“A enchente ocupou a parte mais baixa da cidade, subindo lentamente, sem correnteza, o que evitou vítimas e arrastões de casas ou pessoas. As ocorrências mais graves foram colapsos de telhados por causa do peso da água em estruturas antigas”, explicou o major.

Além de perderem imóveis e terem as casas tomadas pela água, os moradores de Santo Amaro também precisaram ficar atentos a deslizamentos, registrados em alguns pontos da histórica cidade e que geraram preocupação. A combinação dos fenômenos naturais instaurou um caos na região, que só foi amenizado com a trégua da chuva, desde a segunda-feira (5).

População insegura

No entanto, a sensação de insegurança mantém a população em estado de alerta para possíveis ocorrências futuras, como apontou o senhor Antônio Mario de Miranda, de 61 anos, morador do centro da cidade. Segundo ele, a comunidade precisa ficar ligada durante os próximos dias chuvosos.

“Isso preocupa, porque a previsão é de chuva até domingo e o prefeito Flaviano Bonfim alertou o povo pra não vacilar, pra ficar atento, porque pode acontecer de novo, ou até pior. O rio pode subir mais [...] Um bocado de gente perdeu casa, móveis… Até um galpão de móveis foi afetado pela enchente”, relata.

Apesar de morar na área mais afetada, o homem não sofreu prejuízos, mas presenciou todo o acontecimento. “Vi quando começou a encher. Foi uma tristeza. A chuva encharcou tudo. Meu irmão mesmo tem uma filha que vende tempero seco no mercado e ela teve que descer às quatro da manhã pra tirar a mercadoria, senão a água ia levar”.

A dona de casa Cláudia mora longe do centro, mas também foi afetada pelo toró devastador. "Foi a primeira vez que vi uma enxurrada assim. Eu escutei o barulho da água descendo forte. Quando botei os pés no chão, já era só lama e água mesmo. Quando abri a porta, entrou tudo: sacola, lixo, coisa descartável, foi um desespero. Fiquei sem saber o que fazer", lembra.

Para auxiliar os habitantes prejudicados, a prefeitura, com auxílio do Governo da Bahia, criou um gabinete de crise e disponibilizou a escola municipal Stella Mutti como abrigo e centro de ajuda para as pessoas que precisassem se acolher até diminuir o nível das chuvas.

Com o apoio das forças de segurança, da Codesal e da Secretaria da Saúde, colchões, cestas básicas, vacinas e outras doações foram distribuídas para os moradores da cidade.

A ação foi reforçada pelo prefeito Flaviano. “Estamos passando por um momento difícil. Aproximadamente 400 domicílios foram atingidos pelas cheias. Já sabíamos que havia previsão de muita chuva no fim de semana, então montamos com antecedência um gabinete de crise. No primeiro momento, fomos até as áreas alagadas para retirar os moradores e ajudá-los a salvar móveis e utensílios domésticos. Em seguida, levamos essas pessoas para alojamentos e começamos a distribuir alimentação, materiais de limpeza e itens básicos”, explica.

 

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